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Nova Andradina já soma 303 notificações de dengue

Sob epidemia, ações de combate no município foram intensificadas

Arquivo Publicado em 25/01/2013, às 15h30

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Sob epidemia, ações de combate no município foram intensificadas

Nova Andradina já acumula 303 notificações de dengue. A informação foi atualizada pela Secretaria Municipal de Saúde na tarde ontem (24). O total ainda não engloba novas notificações do Hospital Regional Francisco Dantas Maniçoba e unidades básicas de saúde que deverão confirmadas nesta sexta-feira (25).


Segundo a secretaria, a média diária de notificações varia entre 20 e 30 casos. Na última segunda-feira (21), 250 notificações já haviam sido computadas. Aproximadamente 90% das análises resultam em positivo para a doença.


A epidemia exigiu reforço de ações de combate e prevenção. De acordo com o coordenador de controle de vetores da pasta, Marcelo Fagundes, o Governo Federal injetou novos recursos no município, que também recebeu acompanhamento técnico da Secretaria de Estado de Saúde (SES).


“Estamos com cinco motores costais (que difundem veneno). Dois já eram nossos e o Governo Federal mandou mais três”, explicou Fagundes. De acordo com o servidor, cada equipamento tem capacidade para cobrir 10 quarteirões por dia, o que representa cerca de 250 residências.


Além das ferramentas, o carro fumacê também está sendo utilizado nas áreas em que foram verificados casos isolados da doença. Já nos bairros Vila Operária e São Vicente, que comportam maior incidência de dengue e outras localidades, as ações foram reforçadas.


Óbitos


Até o momento, nenhum óbito em decorrência de dengue foi registrado em Nova Andradina. Na Capital, quatro mortes são investigadas sob suspeita da doença.


“Houve boatos de que teve óbito, mas não é verdade. Caso isso aconteça, não estamos aqui para esconder nada da população”, enfatizou Marcelo.


Lixo e atenção


Cerca de oito a 10 toneladas de descartes são retiradas de Nova Andradina por dia. O lixo coletado serve como recipiente para a procriação do mosquito transmissor. Entre os materiais estão desde os resíduos menores, como tampas de garrafas, sacolas plásticas, a entulhos, móveis e outros descartes.


A orientação dos profissionais da Saúde é manter os quintais limpos, notificar terrenos baldios e estar atento aos quintais vizinhos.


“Inseticida falha, temos é que eliminar o foco do mosquito”, alertou o coordenador. A meta é interromper o ciclo do transmissor. “O mato não cria mosquito, quem cria é o lixo. Do ovo até ele já estar picando são só de sete a 10 dias”, explicou Marcelo.

Jornal Midiamax