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Monobloco encerra carnaval carioca com 500 mil foliões

O Monobloco protagonizou uma grande festa para o encerramento do carnaval de rua carioca. Uma multidão lotou a Avenida Rio Branco ao som dos quase 200 ritmistas da bateria comandada pelo maestro Celso Alvim. O desfile, começou pontualmente às 9h, teve como atração a participação dos novaiorquinos do Blue Man Group. Centenas de milhares de […]

Arquivo Publicado em 18/02/2013, às 02h00

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O Monobloco protagonizou uma grande festa para o encerramento do carnaval de rua carioca. Uma multidão lotou a Avenida Rio Branco ao som dos quase 200 ritmistas da bateria comandada pelo maestro Celso Alvim. O desfile, começou pontualmente às 9h, teve como atração a participação dos novaiorquinos do Blue Man Group. Centenas de milhares de foliões, 500 mil de acordo com os organizadores, divertiram-se ao máximo para fazer valer os últimos minutos não oficiais da festividade momesca.

Além da atração azul de Nova Iorque, o cantor Lenine, que apadrinha o Monobloco, e a cantora Roberta Sá, mulher do vocalista do bloco, Pedro Luís, contribuíram para a festa. Para a capixaba Valéria Batista, de 24 anos, que volta para o Espírito Santo ainda neste domingo (17/02), o desfile foi a ‘cereja do bolo de um carnaval maravilhoso’.

“Estou extasiada. O som do Monobloco é sensacional. Apesar do aperto para ir ao banheiro, é impossível parar de pular e cantar. O repertório é o melhor do carnaval carioca”, definiu a estudante, que debutou na folia do Rio neste ano.

Sem saber precisar o número de foliões que compareceu ao desfile, o líder do bloco, o cantor Pedro Luís, era um dos mais animados em cima do trio elétrico. Acompanhado pela bateria formada nas oficinas de percussão do Monobloco, o músico descreveu seu sentimento em relação à festa.

“É um grande orgulho e responsabilidade para nós termos habilitados leigos a se tornarem músicos e muitas vezes fundarem seus próprios blocos”, disse Pedro. “Não importa o número de pessoas e sim a diversidade e diversão desse público maravilhoso. Estamos muito felizes. Só é bom quando a gente curte o show também”.

A brincadeira dos integrantes do Blue Man Group foi o ápice do desfile para a vendedora Célia Frota, de 31 anos. Molhada pela água e suja pelos confetes atirados pelos azuis, a carioca foi ao delírio quando tirou uma foto com os artistas.

“Eles são muito divertidos, fazem umas brincadeiras bem engraçadas. E têm os olhos lindos. A se me dessem mole”, suspirou a foliã de Laranjeiras (Zona Sul), mais pra lá do que pra cá, que dedicou Na Rua na chuva na Fazenda para o personagem do Blue Man.

Durante o desfile, devido ao forte calor e ao excesso de ingestão de bebidas alcoólicas, algumas pessoas passaram mal e foram levadas para os postos de atendimento médico.

A Comlurb, responsável pela limpeza da cidade, mobilizou 300 garis para atuar na limpeza das ruas do Centro, durante o desfile. A equipe contou ainda com o apoio de três caminhões, três varredeiras mecânicas, quatro caminhões pipa, uma mini varredeira, três mini basculantes, dois caminhões basculantes, sete sopradores e uma mini pá mecânica.

O carnaval em números

Cerca de 4,9 milhões de foliões se divertiram nas ruas do Rio, entre eles 1 milhão de turistas, 40% deles estrangeiros – que geraram para o município uma receita de 740 milhões de dólares.

Segundo dados da ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) a taxa da ocupação hoteleira também superou o carnaval de 2010 ficando com uma média de 96% (2% a mais que o carnaval anterior). No centro da cidade a ocupação chegou a 100%. Os bairros de Copacabana, Leme, Botafogo e Flamengo, ficaram com 99%; Barra da Tijuca e São Conrado, 85%; Ipanema e Leblon fecharam com 94% de seus leitos ocupados.

A ABAV (Associação Brasileira de Agências de Viagem) registrou um aumento de 15% no número de pacotes vendidos para o carnaval da cidade, em comparação com o mesmo período de 2010. No âmbito nacional foi constatado o crescimento de turistas provenientes dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Já no internacional, foi registrada a presença de novos mercados como Índia, Irã e o Leste Europeu.

Jornal Midiamax