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Ministra da Mulher do Paraguai apresenta avanços de sua gestão

A ministra da Mulher do Paraguai, Gloria Rubin, destacou nesta sexta-feira que durante sua gestão no país seis delegacias e quatro centros especializados foram criados para atender mulheres vítimas de maus-tratos e agressões, uma realidade que afeta uma em cada cinco paraguaias. Em entrevista coletiva para anunciar os avanços de seus cinco anos à frente […]

Arquivo Publicado em 29/06/2013, às 00h18

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A ministra da Mulher do Paraguai, Gloria Rubin, destacou nesta sexta-feira que durante sua gestão no país seis delegacias e quatro centros especializados foram criados para atender mulheres vítimas de maus-tratos e agressões, uma realidade que afeta uma em cada cinco paraguaias.

Em entrevista coletiva para anunciar os avanços de seus cinco anos à frente da Secretaria, Gloria destacou o aumento orçamentário de 350% que conseguiu. Em 2008, a verba era de 4,52 bilhões de guaranis e passou para 20,4 bilhões de guaranis em 2013.

Gloria comemorou que “pela primeira vez na história do Paraguai” há várias mulheres em “altíssimos” cargos como as ministras de Defesa, María Liz García; Justiça e Trabalho, María Lorena Segovia; e Turismo, Liz Cramer.

Ela explicou que, durante seu mandato, o serviço de atendimento a mulheres vítimas de violência foi estendido com a construção de quatro centros regionais especializados, seis delegacias e a central telefônica “SOS Mulher 137” que recebe ligações 24 horas por dia.

Segundo o relatório apresentado pela ministra da Mulher, cerca de 375 mil cidadãs sofrem, anualmente, agressões por parte dos parceiros.

Outra medida destacada foi a “extensão do seguro social obrigatório em todo o território nacional” para as trabalhadoras domésticas, além dos programas de apoio às mulheres indígenas.

O Ministério da Mulher também criou linhas de microcréditos para a população de baixa renda com o objetivo de promover a “inclusão econômica” das mulheres paraguaias.

Gloria declarou à Efe que “o maior empecilho” para sua gestão “é o patriarcado e o machismo do próprio governo, porque os acordos estabelecidos são esquecidos na hora de colocá-los em prática”.

“Não há um bloqueio, mas houve indiferença e falta de compreensão sobre alguns temas muito importantes” como incluir políticas contra a discriminação da mulher nos orçamentos, explicou.

A ministra recomendou ao futuro governo, que será comandado por Horacio Cartes a partir do dia 15 de agosto, que não deixe de lado “o tema da violência contra a mulher, o do tráfico humano e que não apague tudo o que foi feito”.

No Paraguai, as mulheres representam 49,5% da população de um total de 6,5 milhões de habitantes, segundo dados de 2012 do Tribunal de Justiça Eleitoral (TSJE).

Jornal Midiamax