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Ministério da Saúde vai financiar 3,6 mil novas bolsas de residência médica em 2014

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira que vai custear 3,6 mil novas bolsas de residência médica em 2014, em 91 especialidades e áreas de atuação. Também haverá acréscimo de 1.086 na oferta de vagas para residência multiprofissional para as 13 outras profissões da saúde e física médica. O orçamento para essas duas ações do […]

Arquivo Publicado em 21/12/2013, às 21h40

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O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira que vai custear 3,6 mil novas bolsas de residência médica em 2014, em 91 especialidades e áreas de atuação. Também haverá acréscimo de 1.086 na oferta de vagas para residência multiprofissional para as 13 outras profissões da saúde e física médica. O orçamento para essas duas ações do governo será de R$ 262,8 milhões. O objetivo é criar 12,4 mil vagas de residência médica até 2018, conforme foi definido no programa Mais Médicos.

Das novas vagas, 2.145 fazem parte de novos programas de residência e outras 1.450 são novas bolsas para ampliação de vagas de programas já existentes. “Somada ao total de bolsas já financiadas pelo Ministério da Saúde, a oferta chegará a 6,4 mil bolsas. É 124% a mais do que as 2.881 bolsas para as quais o ministério disponibilizou recursos em 2013”, anunciou o governo. Também serão disponibilizados recursos para custear outras 691 bolsas para especialistas.

Os programas com os novos residentes começam em março, após a aprovação das vagas pela Comissão Nacional de Residência Médica e divulgação de novo edital pelas instituições.

Em nota, o Conselho Federal de Medicina (CFM), que se opôs ao programa Mais Médicos, alertou para o risco de a ampliação das residências “comprometer de forma irreversível a qualidade na formação dos especialistas brasileiros”. O CFM informou que o governo deve ficar atento para assegurar que os residentes tenham a sua disposição critérios mínimos de infraestrutura e de corpo docente. O Conselho também se disse preocupado com a possibilidade de que a decisão do governo seja uma tentativa de usar residentes para “mascarar a crise nos hospitais gerais e prontos-socorros, como denunciado pela imprensa”.

“Se historicamente, as entidades médicas defendem que cada aluno egresso de uma escola de Medicina tenha vaga assegurada para obter sua especialização, essa luta não impede críticas a mais uma medida de apelo midiático, sujeita à sérios problemas operacionais”, comunicou o CFM.

O programa Pró-Residência, criado em 2010 pelo governo federal, oferta bolsas de R$ 2.976,26 nas especialidades da Medicina com maior demanda no Sistema Único de Saúde (SUS). São 20 especialidades, entre as quais: clínica médica (598), pediatria (339), obstetrícia e ginecologia (314), cirurgia geral (293), medicina de família e comunidade (287), anestesiologia (202), ortopedia e traumatologia (176) e cardiologia (157).

Desde que o Pró-Residência foi criado, o Ministério da Saúde disponibilizou R$ 386,5 milhões para oferta de bolsas, que no ano passado chegou a 2.881 em residência médica e 2.104, multiprofissional.

Jornal Midiamax