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Milhares de pessoas participam de marcha pró-diversidade sexual no Chile

Santiago (Chile), 30 mar (EFE).- Milhares de pessoas participaram neste sábado em Santiago de uma marcha a favor da diversidade sexual, na qual se lembrou o assassinato de um jovem homossexual e se pediu a tramitação no Congresso de um projeto de lei que legaliza as uniões de fato, incluindo aquelas entre pessoas do mesmo […]

Arquivo Publicado em 31/03/2013, às 01h01

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Santiago (Chile), 30 mar (EFE).- Milhares de pessoas participaram neste sábado em Santiago de uma marcha a favor da diversidade sexual, na qual se lembrou o assassinato de um jovem homossexual e se pediu a tramitação no Congresso de um projeto de lei que legaliza as uniões de fato, incluindo aquelas entre pessoas do mesmo sexo.

A manifestação, convocada pelo Movimento de Libertação Homossexual (Movilh), partiu da Praça Itália e culminou com um espetáculo artístico em frente ao Centro Cultural Estação Mapocho, no centro da capital chilena.

Um dos objetivos principais da mobilização era lembrar o assassinato de Daniel Zamudio, um jovem homossexual de 24 anos que morreu no começo de março do ano passado após ser atacado por um grupo de supostos neonazistas.

A morte de Zamudio comoveu o país e provocou a agilização da aprovação de uma lei contra a discriminação, que estava há vários anos estagnada no Congresso.

Os manifestantes também protestaram contra a lenta tramitação parlamentar do projeto de lei do “Acordo de Vida em Comum”, assinado pelo presidente, Sebastián Piñera, em agosto de 2011.

Esta iniciativa possibilita que os casais que desejem conviver, sejam heterossexuais ou homossexuais, assinem um contrato legal que poderá ser assinado perante um oficial do Registro Civil ou um tabelião.

O projeto de lei está parado no Congresso devido à oposição de alguns parlamentares dos partidos políticos governistas, especialmente da ultraconservadora União Democrata Independente (UDI).

A manifestação foi realizada sem incidentes sob uma ampla operação policial, situação que inclusive foi qualificada como “abuso de poder” pelo presidente do Movilh, Rolando Jiménez.

Jornal Midiamax