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Metroviários pedem auditoria no transporte público do País

A Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), em parceria com a Federação Nacional dos Sindicatos dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil (Fenacontas) e com a Associação Nacional do Ministério Público de Contas (Ampcon), vai cobrar auditorias sobre os contratos das empresas de ônibus em todo o País. “O movimento vai requerer formalmente aos Tribunais […]

Arquivo Publicado em 03/07/2013, às 01h44

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A Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), em parceria com a Federação Nacional dos Sindicatos dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil (Fenacontas) e com a Associação Nacional do Ministério Público de Contas (Ampcon), vai cobrar auditorias sobre os contratos das empresas de ônibus em todo o País. “O movimento vai requerer formalmente aos Tribunais de Contas dos Estados uma análise detalhada dos contratos em vigor entre empresas de ônibus e governos para identificar possíveis distorções e trazer ao conhecimento da sociedade os termos em que são celebrados esses contratos, suas receitas, despesas e repasses de dinheiro”, informou nesta terça-feira a Fenametro.

Segundo o presidente da entidade, Diogo Ringenberg, a ideia é utilizar a competência constitucional e o corpo técnico dos tribunais de contas nas auditorias. Conforme ele, a tendência é de que a proposta alcance amplitude nacional “em defesa da transparência e da moralidade na gestão do transporte público e de investimentos no sistema metroferroviário”.

O primeiro ato público e formal do projeto ocorre nesta quarta-feira em Pernambuco, às 19h, com a presença de representantes de várias entidades que apoiam o movimento. De acordo com Diogo Morais, vice-presidente da Fenametro e presidente do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, “desde o início das manifestações populares o tema central é o transporte público e, com a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os contratos dos ônibus na cidade de São Paulo, por exemplo, nossa iniciativa ganha força e mostra que a população não entende por que os governos continuam a optar pelo já esgotado transporte rodoviário”.

No último dia 26, representantes das duas federações e dirigentes de movimentos sociais fizeram uma reunião no Recife e definiram uma agenda básica e articulações para realização do projeto. “Para que as mudanças aconteçam é necessário que os cidadãos entendam como e quanto lucram as empresas de ônibus e porque as pessoas continuam sendo mal atendidas quando utilizam esse transporte”, disse o presidente da Fenacontas, Ricardo Souza. No encontro, foram discutidas estratégias para fiscalização e auditoria pública dos contratos, licitações e balanços do transporte público rodoviário de passageiros nas capitais.

“Hoje, ao que se vê, o modelo sobre rodas tem beneficiado apenas um restrito grupo de empresas que se utilizam de uma concessão pública para faturar alto com serviços de baixa qualidade para a população. Queremos contribuir de forma concreta para as transformações do atual sistema de transporte público e dar respostas positivas aos graves problemas que enfrentamos na mobilidade dos grandes centros urbanos”, completou Ricardo Souza.

Jornal Midiamax