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Mesmo com decisão judicial, entidades rurais não pretendem suspender leilão da “resistência”

Em resposta à decisão judicial emitida nesta quarta-feira (04) para cancelar o Leilão da Resistência, as entidades rurais disseram,em entrevista coletiva realizada na sede da Famasul (Federação da Agricultura e Agropecuário Se Mato Grosso do Sul), que não pretendem suspender o evento. “A movimentação para o dia 7 está mantida na Acrissul. Não tem a […]

Arquivo Publicado em 04/12/2013, às 22h26

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Em resposta à decisão judicial emitida nesta quarta-feira (04) para cancelar o Leilão da Resistência, as entidades rurais disseram,em entrevista coletiva realizada na sede da Famasul (Federação da Agricultura e Agropecuário Se Mato Grosso do Sul), que não pretendem suspender o evento.


“A movimentação para o dia 7 está mantida na Acrissul. Não tem a menor possibilidade de não fazermos a movimentação. O dia que formos impedidos de nos reunir para discutir nossos problemas, acabou a democracia”, afirmou o presidente da Famasul, Eduardo Corrêa Riedel.


Conforme ele se haverá ou não o leilão na programação, a decisão é da Justiça.
A produtora rural e advogada, Luana Ruiz, disse que por enquanto nada muda. “É como se esta decisão não existisse. Enquanto não tivermos acesso à íntegra desse processo o evento será realizado. Ninguém pretende descumprir decisão judicial”, afirmou.


O presidente da Acrissul (Associação de Criadores de Mato Grosso Sul), Chico Maia, ressaltou que o leilão era um ato de conscientização dos produtores. “Agora tem essa decisão injusta. Quando decisão contra os indígenas eles rasgam. É com base em que e essa decisão?” questionou.


Os produtores rurais ressaltaram que a banca federal está presente no leilão e que o problema que eles se reúnem para discutir não é só de Mato Grosso do Sul. Independente da decisão da justiça, eles prometem manter a exposição dos animais, que já estão com frente para transporte todo gado. Foram arrecadados para o leilão quase 800 cabeças de gado, além de grãos e animais de pequeno porte.


Eles ainda não decidiram pelo cancelamento do leilão. Eles ainda não receberam nenhuma notificação, mas independente os animais vão estar lá, porque já pagaram os fretes, quase 800 cabeças de boi além de animais pequeno porte e grãos.


Os representantes da bancada ruralista da Assembleia Legislativa também participaram a coletiva. O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) disse que entende que essa é uma situação em que se tem ausência do Estado. “Nós temos direitos. O Movimento é democrático”, afirmou.


Para a deputada Mara Caseiro (PCdoB) a notícia de suspensão do leilão foi estarrecedora, visto que se trata de um ato legítimo.

Jornal Midiamax