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Melhor do mundo do handebol pede pés no chão por título em 2016

A seleção brasileira feminina de handebol entrou para a história neste domingo ao conquistar o título mundial na Sérvia, com uma vitória por 22 a 20 sobre as donas da casa. Agora, o próximo objetivo da equipe passou a ser a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Para isso, […]

Arquivo Publicado em 22/12/2013, às 19h54

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A seleção brasileira feminina de handebol entrou para a história neste domingo ao conquistar o título mundial na Sérvia, com uma vitória por 22 a 20 sobre as donas da casa. Agora, o próximo objetivo da equipe passou a ser a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Para isso, no entanto, a seleção terá que superar todo o status de favorito que, a partir de agora, passará a ser ligado ao Brasil. Atual melhor do mundo na modalidade, Alexandra Nascimento, artilheira do país na competição, pede que o grupo mantenha os pés no chão.

“Nós apenas começamos um caminho, vamos devagar. Cada jogo era um degrau e foi assim que chegamos aqui. Temos mais três anos para nos prepararmos para a Olimpíada. Temos que colocar na cabeça que precisamos ter os pés no chão para chegar à medalha em casa, e não vai ser fácil”, afirmou Alexandra, em entrevista ao UOL Esporte.

“Recebemos um grande apoio dos patrocinadores que acreditaram na gente. E, para 2016, esperamos que todos continuem com a gente, que isso não se acabe aqui. Vamos precisar de mais apoio, mais patrocinadores para brigar pela medalha no Rio”, completou a jogadora.

O ouro histórico passa por um aumento de investimento. A CBHb (Confederação Brasileira de Handebol) tem atualmente seu melhor cenário financeiro, que possibilitou que há dois anos fosse firmado um convênio com um time austríaco, o Hypo Nö, que levou oito das jogadoras que defendem a seleção para atuar no time europeu e em uma das melhores ligas do mundo.

Há seis meses, a entidade firmou um acordo com novos patrocinadores e recebe algo em torno de R$ 13,4 milhões em receitas fixas anuais, contando com apoio do Banco do Brasil, Correios e Lei Piva, fora aportes extras do governo federal. Receita esta que dará uma boa premiação para as campeãs – cada uma receberá um valor extra próximo aos R$ 20 mil pelo título.

Apesar de ter sido a principal goleadora do time brasileiro no Mundial, Alexandra não conquistou o prêmio individual da competição – Duda Amorim foi eleita a MVP da competição. Além disso, a expectativa de Alexandra brigar pelo bi como melhor do mundo no handebol. Ela, porém, garante não ter ficado frustrada.

“Não fico triste não. Eu acho que eu tive o meu momento, conquistei o prêmio com a ajuda de todos. Cada um tem a sua vez, a minha passou”, resumiu a atleta.

Jornal Midiamax