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Lojistas reclamam de shopping inaugurado há um ano que vive às moscas

Inaugurado há pouco mais de um ano, o shopping 26 de agosto não emplacou e a cada dia tem menos empreendimentos no local. Lojistas que estão desde o início no shopping e pagaram caro para garantir um Box se sentem enganados por terem investido em algo sem retorno. Proprietária de uma loja no shopping, antes […]

Arquivo Publicado em 22/01/2013, às 17h50

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Inaugurado há pouco mais de um ano, o shopping 26 de agosto não emplacou e a cada dia tem menos empreendimentos no local. Lojistas que estão desde o início no shopping e pagaram caro para garantir um Box se sentem enganados por terem investido em algo sem retorno.

Proprietária de uma loja no shopping, antes mesmo de ele ser inaugurado, a mulher que preferiu não se identificar, conta que antes da inauguração o local era vendido como um grande empreendimento, com garantia de vendas e lucros, o que não aconteceu. “Pagamos em torno de R$ 60 mil por Box, depende do tamanho do estande, só pelo ponto. Mas, esse ponto não existe. Foi vendido um ponto no shopping, mas aqui não tem uma loja âncora, um grande empreendimento como outros lugares que garantem o fluxo de pessoas”, reclamoou.

Também insatisfeito com o pouco movimento no local, Acir Jesus Batista Fernandes, revela que investiu R$ 150 mil em três lojas do local – dinheiro que foi economizado ao longo de 30 anos de trabalho. E agora vê as economias irem embora, já que o negócio não se desenvolveu. “Não saio daqui porque paguei o ponto à vista. Não posso abandonar o que levei uma vida para juntar. Por isso, aguardo na esperança de ver isso mudar”, diz.

Fernandes conta que tem dia que abre e fecha a loja sem vender uma única peça de roupa em sua loja, que só trabalha com peças brancas. Mas pondera e diz que o proprietário do shopping – Rubens Saad – que mora em São Paulo, tem negociado com os lojistas as taxas de condomínio e aluguel, devido à falta de vendas. “Ele sabe que o negócio vai mal. E tem conversado e negociado com todos. Comigo, por exemplo, ele baixou o valor do aluguel que era de R$ 600 para R$ 140. Além disso, o condomínio, que são três, tem mês que cobra um só, tem mês que cobra dois. Ele dá uma aliviada”, disse.

Ações coletivas

Proprietária de uma loja de artigos esotéricos Luna Roni conta que o movimento está muito baixo, mas aponta que é preciso haver ações coletivas, de todos os empreendedores, para que mudanças aconteçam. “Todos precisam participar. A gente não pode ficar parado, de braços cruzados, e culpar a administração. É preciso se mexer, fazer com que as coisas aconteçam”, indica.

Ela conta que foi formada uma associação com o objetivo de ‘estimular eventos, pensar maneiras de promover o shopping’. Segundo ela, no ano passado dois eventos foram muito bons e trouxeram público de volta ao local. A ideia este ano é pensar novas ações.

Jornal Midiamax