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Inflação registrada em novembro na Capital é de 0,58%

Com uma pequena alta, a inflação em Campo Grande do mês de novembro foi de 0,58%. Os maiores índices apresentados foram nos grupos de Despesas Pessoais e Vestuário, com 3,21 e 2,10%, respectivamente. A divulgação é realizada mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas da Universidade Anhanguera-Uniderp, que divulgou as informações. “Dois grupos apresentaram deflações: Transp...

Arquivo Publicado em 06/12/2013, às 18h00

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Com uma pequena alta, a inflação em Campo Grande do mês de novembro foi de 0,58%. Os maiores índices apresentados foram nos grupos de Despesas Pessoais e Vestuário, com 3,21 e 2,10%, respectivamente. A divulgação é realizada mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas da Universidade Anhanguera-Uniderp, que divulgou as informações.

“Dois grupos apresentaram deflações: Transportes (-0,18%), Saúde (-0,14%) e Educação (-0,01%). Desse modo, a inflação acumulada no ano de 2013 chega a 3,63% e nos últimos doze meses a 4,11%, abaixo do centro da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%, com tolerância de ± 2%. O grupo Alimentação, que aparece em terceiro lugar, com índice de 0,90%, pressionou muito a inflação desse mês de novembro, destacando as carnes com fortes aumentos de preços ao consumidor”, analisa o coordenador do Núcleo de Pesquisas, Celso Correia de Souza.

O índice de preços do grupo Habitação apresentou pequena inflação de 0,20%. Alguns produtos que sofreram aumentos de preços neste grupo foram: lâmpada incandescente 14,37%, fogão 13,66%, vassoura 8,09%, esponja de aço 7,61% e máquina de lavar roupa 6,25%. Quedas de preços ocorreram com liquidificador (-12,52%), ventilador (-10,10%) e pilha (-9,12%).

Apresentando forte inflação, o grupo Alimentação fechou em 0,90%, devido aos fortes aumentos nos valores de algumas frutas, hortaliças e carnes. “Aumentos de preços ocorreram com tomate 26,14%, couve-flor 23,97%, maçã 21,26%, bisteca supina 16,16%, entre outros com menores aumentos. Percebemos fortes quedas de preços com: abobrinha (-40,75%), cebola (-21,78%), beterraba (-15,47%) e alface (-15,37%)”, comenta Correia.

No item carnes, alguns cortes tiveram quedas de preços, como fígado (-5,82%), acém (-5,33%) e vísceras de boi (-4,50%). “Os outros cortes de carne bovina tiveram fortes altas de preços, destacando: coxão mole 13,52%, lagarto 9,64%, contrafilé 7,32%, alcatra 6,12%, entre outros com menores aumentos. Essas altas podem persistir, visto que estamos no final do ano, época em que a demanda por esse produto aumenta. O frango resfriado teve um pequeno aumento de 1,03% e miúdos, queda de (-2,40%). Quanto à carne suína, todos os cortes sofreram fortíssimas majorações de preços, a saber: o pernil teve alta de 5,19%, costeleta 14,40% e bisteca 16,16%.”, contribui o coordenador.

A pesquisa observou pequena deflação (-0,18%) no grupo Transportes. “Isso ocorreu devido a quedas de preços nas passagens do transporte urbano (-1,82%), automóvel novo (-0,44%) e óleo diesel (-0,10%). Pequenos aumentos ocorreram com etanol 0,62%, pneu novo 0,24% e gasolina 0,08%.”, informa o pesquisador da Anhanguera-Uniderp, José Francisco Reis Neto.

O Grupo Educação apresentou estabilidade, com pequena deflação de (-0,01%) devido quedas de preços de artigos de papelaria, de (-0,14%).

Já o grupo Despesas Pessoais apresentou uma forte inflação de 3,21%, devido a aumentos nos preços dos cigarros – em média de 12,65%. Assim, os principais aumentos de preços deste grupo foram: cigarros 12,65%, fio dental 6,75% e xampu 5,15%. Quedas de preços ocorreram com hidratante (-7,52%), creme dental (-0,41%) e papel higiênico (-0,22%).

Com moderada deflação, o grupo Saúde fechou novembro com índice de (0,14%). “Os principais aumentos foram registrados nos produtos: antimicótico e parasiticida 1,88%, anti-inflamatório e antirreumático 1,63%, e material para curativo 1,03%. Já os produtos que tiveram quedas de preços foram: anti-infeccioso e antibiótico (-3,51%), analgésico e antitérmico (-2,43%), vitamina e fortificante (-0,89%), entre outros com menores quedas de preços”, exemplifica Reis Neto.

“Por fim, observou-se forte inflação de 2,10% no grupo Vestuário em relação ao mês de outubro. Aumentos de preços que ocorreram foram: sandália/chinelo masculino 8,33%, sapato masculino 5,50%, e tênis 5,43%. Quedas de preços ocorreram com: camiseta feminina (-5,18%), camiseta masculina (-2,72%) e calça comprida masculina (-0,02%)”, finaliza o pesquisador.

Inflação Acumulada 

“A inflação acumulada nos últimos doze meses na cidade de Campo Grande está em 4,11%, abaixo do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que é de 4,5%, com uma tolerância de ±2% para o ano de 2013. A tendência da inflação é de chegar, no mês dezembro de 2013, com um acumulado abaixo do centro da meta do CMN de 4,5%. A inflação acumulada neste ano de 2013, até o mês de novembro, é de 3,63%”, avalia o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Universidade Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza.

Nesses últimos doze meses a maior inflação acumulada foi do grupo Vestuário com 13,39%, seguido dos grupos Despesas Pessoais 9,38%, Educação 9,25%, Alimentação 7,83%, Saúde 5,26% e Transportes 4,87%, com inflações superiores à inflação acumulada nesses últimos doze meses, que é de 4,11%. O grupo Habitação está com deflação de (-3,33%) em 12 meses, segurando a inflação, já que é o grupo que tem o maior peso na composição da inflação. “Somente o grupo Habitação teve deflação acumulada, da ordem de (-3,29%), os demais tiveram inflações acumuladas acima da inflação acumulada desse ano de 2013, que está em 3,63%, o que mostra o peso do grupo Habitação na composição da inflação”, finaliza.

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação do mês de outubro foram: Cigarros, Alcatra, Tomate, Contrafilé, Maçã, Pescado fresco, Arroz, Bebidas alcoólicas, Patinho e Tênis. Os dez que menos contribuíram para a elevação da inflação na cidade de Campo Grande foram: Leite Pasteurizado, Acém, Alface, Cebola, Ônibus urbano, Hidratante, Feijão, Costela, Abobrinha e Mamão.

Jornal Midiamax