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Indigenas se recusam a sentar com produtores rurais em audiência na Câmara

Marcada para as 14 h00 desta quinta-feira (05), a audiência pública na Câmara Municipal, intitulada ‘Paz no Campo’, corre o risco de não ter uma presença significativa dos índios. A reunião foi convocada pela Comissão Permanente de Cidadania e Direitos Humanos que enviou 120 ofícios de convite, sendo deles 85 só para lideranças indígenas. “Ficaria […]

Arquivo Publicado em 05/12/2013, às 17h34

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Marcada para as 14 h00 desta quinta-feira (05), a audiência pública na Câmara Municipal, intitulada ‘Paz no Campo’, corre o risco de não ter uma presença significativa dos índios. A reunião foi convocada pela Comissão Permanente de Cidadania e Direitos Humanos que enviou 120 ofícios de convite, sendo deles 85 só para lideranças indígenas.

“Ficaria muito chateada se o debate não acontecer com os dois lados, pois queremos entender os lados dos produtores rurais e o dos índios. Tivemos a informações que grande parte das lideranças indígenas não tem o interesse de sentar com os fazendeiros para conversar sobre o tema. Da nossa parte viabilizamos uma estrutura para a presença dos índios pudesse ocorrer”, afirmou a vereadora Juliana Zorzo (PSC) que integra a comissão.

O coordenador regional da Funai (Fundação Nacional do Índio), Marco Aurélio Milken Tosta, comunicou na quarta-feira (04) que não poderia estar no evento, em razão de uma viagem já marcada anteriormente. Só da Aldeia Urbana Darci Ribeiro pelo menos 60 indígenas viriam a reunião, porém desistiram apesar do ônibus disponibilizado.

O Conselho Indigenista Missionário, ligado a Igreja Católica, também não confirmou presença na Audiência Pública. Já a OAB/MS estará na reunião, representada pela procuradora do município, Sâmia Roger Jordy, que preside a Comissão de Assuntos Indígenas da entidade.

“Os índios se sentem ameaçados, e não acham que este seja o espaço ideal para esta reunião. É normal, pois muitos dos produtores rurais da sala são pessoas com as quais eles tem um conflito” diz Paulo Ângelo, do CDDDH Centro de Defesa dos Direitos Humanos Marçal de souza, um dos poucos representantes dos movimentos sociais presentes.

A Audiência Pública está sendo realizada no Plenário Edroim Reverdito, dentro da Casa de Leis, localizada na Avenida Ricardo Brandão, n° 1.600, Bairro Jatiuka Park. A participação é aberta a todos da sociedade civil.


Jornal Midiamax