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Índice de cura de hanseníanse em Campo Grande não atinge o preconizado pelo Ministério da Saúde

No ano passado foram notificados 119 casos novos da doença, com índice de cura de 77,9%

Arquivo Publicado em 27/01/2013, às 12h04

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No ano passado foram notificados 119 casos novos da doença, com índice de cura de 77,9%

O número de casos de hanseníanse registrado em Campo Grande diminuiu 15% em 2012, comparado ao ano anterior. No ano de 2012 foram notificados 119 casos novos da doença, com índice de cura de 77,9%. Já no ano de 2011 foram notificados 140 casos novos, com índice de cura de 87,9%. O Ministério da Saúde preconiza índice de cura de 90%.

Em ambos os anos, o índice não foi alcançado. De acordo com a técnica do Programa Municipal de Controle da Hanseníase, Vanessa Coelho de Aquino B. Ferraz, o percentual abaixo do preconizado pelo Ministério da saúde se deve ao fato de muitas pessoas abandonarem o tratamento devido à duração de seis a 12 meses, podendo ser prolongado por mais um ano com dose diária. “O paciente tem uma melhora e deixa de tomar o medicamento mesmo ele sendo disponibilizado em toda rede de saúde pública de forma gratuita”, informou.

Hanseníanse – antigamente chamada de lepra. O responsável pela doença infecto-contagiosa, que ataca os nervos e a pele, é a bactéria Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen. A doença pode ser transmitida por meio de tosses, espirros e durante a fala. A hanseníase pode demorar de dois até cinco anos para se manifestar. Portanto, é importante a realização do exame de todas as pessoas que moram ou convivem com o doente.

Os sintomas apresentados são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas pelo corpo sem sensibilidade ao calor, frio, dor e ao toque, nódulos, inchaços, formigamentos e cãibras. “É importante que ao perceber alguns destes sinais e sintomas, o paciente procure o serviço de saúde mais próximo de sua casa para exame da pele e nervos” informou a Coordenadora Municipal de Vigilância Epidemiológica, Erci Harumi Hirota.

Em casos mais avançados e sem acompanhamento médico, o infectado pela bactéria pode perder a sensibilidade da área afetada e o quadro pode evoluir para atrofiamento dos membros.

Desde quinta-feira (24) até o dia 31, as unidades de saúde da Capital intensificaram as ações de busca de casos e conscientização. A população pode procurar atendimento na unidade que estiver com uma faixa em frente ao posto falando sobre a Hanseníase.

Jornal Midiamax