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Idosa do interior sofre AVC e não encontra tratamento em Campo Grande

Maria Sueli de Oliveira, de 73 anos, sofreu um AVC a cerca de 20 dias e desde lá a família vem sofrendo em busca de atendimento especializado. Eles moram em uma fazenda na área rural de Maracaju, a 162 quilômetros da Capital, e não tem condições de sozinhos atenderem as necessidades da idosa. “A gente […]

Arquivo Publicado em 02/11/2013, às 14h33

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Maria Sueli de Oliveira, de 73 anos, sofreu um AVC a cerca de 20 dias e desde lá a família vem sofrendo em busca de atendimento especializado. Eles moram em uma fazenda na área rural de Maracaju, a 162 quilômetros da Capital, e não tem condições de sozinhos atenderem as necessidades da idosa.


“A gente veio para Campo Grande em busca de um local que pudesse oferecer tratamento a ela. Nós não queremos abandona-la aqui, mas não podemos cuidar dela”, afirma o genro da mulher Rosário Gomes, de 35 anos.


Eles afirmam que já tentaram atendimento médico na cidade de Maracaju, mas que a coordenadora do local no município não aceitou a idosa por falta de vagas. “Nós trabalhamos em uma empresa, na cantina. A nossa fazenda fica a 40 quilômetros da cidade, a estrada é de chão, esburacada. Como nós vamos cuidar dela?”, questiona rosário.


Eles vieram para Campo Grande por conta do feriado, para tentar encontrar algum lugar que aceitasse cuidar da idosa. No entanto a família afirma que quase nenhum local quis recebê-los, e os que receberam dizem não poder tomar conta da idosa.  “Nós fomos ao asilo São João Bosco, e lá eles dizem que só podem analisar o caso na segunda-feira (04). E o que nós fazemos? Estamos desesperados”.


Os parentes da idosa afirmam que, apesar de não possuírem condições podem utilizar a aposentadoria de Maria para pagar a estadia dela até ela melhorar. “Nós não vamos abandona-la, nunca. Mas nós não temos condições de cuidar dela. A gente só quer que ela melhore para leva-la para casa”, diz Rosário.

Jornal Midiamax