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Hospital do Câncer de Dourados pode fechar um mês após inauguração

O setor de oncologia do Hospital do Câncer em Dourados pode deixar de atender os pacientes na segunda-feira (28), um mês após a inauguração oficial. O motivo seria a falta de repasses por parte do Hospital Evangélico – que administra o local – para os custeios de medicamentos, funcionários, impostos e honorários médicos. De acordo […]

Arquivo Publicado em 24/01/2013, às 09h25

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O setor de oncologia do Hospital do Câncer em Dourados pode deixar de atender os pacientes na segunda-feira (28), um mês após a inauguração oficial. O motivo seria a falta de repasses por parte do Hospital Evangélico – que administra o local – para os custeios de medicamentos, funcionários, impostos e honorários médicos.


De acordo com o diretor do setor no HC, o médico Mário Eduardo Rocha, a dívida com a unidade de saúde se aproxima de R$ 800 mil, referente aos pagamentos dos meses de setembro (parcial), outubro e novembro de 2012.


“Se não recebermos os recursos por parte do HE, não tem como manter a oncologia. Infelizmente teremos que fechar as portas na segunda-feira e aguardar que o dinheiro seja repassado para nós”, disse. Para continuar atendendo a população até o início de fevereiro, o local precisaria de, no mínimo, R$ 400 mil.


O dinheiro seria para quitar dívidas com fornecedores e parte dos salários dos trabalhadores e médicos, que não recebem desde dezembro. Atualmente, segundo Mário Eduardo, o Evangélico deveria repassar mensalmente ao hospital, em torno de R$ 360 mil – descontados equipamentos adquiridos por parte do HE ao HC .


 “Nas agências bancárias não conseguimos mais crédito, estamos com todos os limites estourados. Os medicamentos estão no fim, se não houver o repasse, paramos de atender”, completou.


EM DIA


Em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura, o Dourados News foi informado que todo o repasse feito para o Hospital Evangélico está em dia e que a pendencia entre as unidades é conhecida por parte da Secretaria de Saúde.


Ainda conforme a assessoria, o valor – proveniente das esferas federal, estadual e municipal – para o custeio, se aproxima de R$ 500 mil mensais. Durante a manhã, a reportagem tentou contato por diversas vezes com a administração do HE para saber o motivo do atraso, mas não obteve sucesso

Jornal Midiamax