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Grupo marca protesto contra remoções para obras da Copa

Depois de três semanas de protestos no centro de Porto Alegre, integrantes do Bloco de Luta pelo Transporte Público decidiram marcar, para próxima quinta-feira, um protesto na avenida Tronco, zona sul da capital gaúcha. O grupo pretende contestar a remoção de famílias para a duplicação da via, obra de mobilidade que deve ser concluída até […]

Arquivo Publicado em 02/07/2013, às 01h55

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Depois de três semanas de protestos no centro de Porto Alegre, integrantes do Bloco de Luta pelo Transporte Público decidiram marcar, para próxima quinta-feira, um protesto na avenida Tronco, zona sul da capital gaúcha. O grupo pretende contestar a remoção de famílias para a duplicação da via, obra de mobilidade que deve ser concluída até a Copa do Mundo de 2014.

Em uma segunda-feira sem grandes protestos em Porto Alegre, cerca de 300 manifestantes se reuniram no largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa, para definir diretrizes e políticas do movimento. Entre outros pontos, os ativistas convergiram pela defesa da licitação do transporte público e que os governos trabalhem para reduzir o lucro dos empresários, em vez de adotar políticas de isenção fiscal.

Dentre as propostas votadas na assembleia, o grupo decidiu pela intenção de bloquear a ponte do Guaíba, que liga Porto Alegre ao sul do Estado, e de acessos ao aeroporto. Reuniões futuras definirão quando e como os atos serão executados.

Outro ponto discutido na assembleia foi o apoio à greve geral de sindicalistas, marcada para o próximo dia 11. A intenção do grupo é afetar a economia brasileira para chamar a atenção das causas defendidas.

Grupos de trabalho

O Bloco de Lutas se dividiu em grupos de trabalho para discutir atividades que serão desenvolvidas nos próximos dias. Manifestantes escolheram se dividir entre os GTs Comunicação, Segurança, Cultura, Agitação e Descentralização.

O único grupo que não divulgou com maiores detalhes suas ações foi o da Segurança, alegando precisar de mais sigilo para definir suas políticas. Os manifestantes lembravam a todo o momento sobre a possibilidade de policiais infiltrados na assembleia. Uma das atividades do GT da Segurança será orientar as pessoas a andar em grupos e a elaboração de um kit de segurança.

Jornal Midiamax