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GM ameaça fechar fábrica com 6.000 funcionários

A direção da GM em São José dos Campos (a 97 km de São Paulo), admite a possibilidade de fechar todo o complexo industrial na cidade, que gera mais de 6.000 empregos, caso não haja acordo na próxima reunião com o sindicato que acontece neste sábado (26). Do outro lado, o sindicato ameaça greve geral. […]

Arquivo Publicado em 25/01/2013, às 16h44

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A direção da GM em São José dos Campos (a 97 km de São Paulo), admite a possibilidade de fechar todo o complexo industrial na cidade, que gera mais de 6.000 empregos, caso não haja acordo na próxima reunião com o sindicato que acontece neste sábado (26). Do outro lado, o sindicato ameaça greve geral.



A empresa e os trabalhadores discutem desde o ano passado o plano de demissões em uma das fábricas da GM na cidade. A montadora transferiu os investimentos para ampliação das atividades em outras localidades e alega ter ficado com excedente de mão de obra.



De acordo com as declarações feitas pelo diretor de assuntos institucionais da empresa, Luiz Moan, a GM estuda a possibilidade de encerrar as atividades da fábrica em São José dos Campos. “A coisa é mais séria do que vocês pensam. O risco não é fechar o MVA e sim de fechar o complexo.[…] A GM perdeu a vontade de investir aqui”, disse Moan durante a audiência realizada no fim da tarde desta quinta-feira (24) na Câmara de Vereadores da cidade.



A audiência foi mais uma tentativa de viabilizar um acordo entre o sindicato e a montadora. Durante o encontro, foram ouvidos além do diretor da GM, Luiz Moan, o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros , a CUT (Central Única de Trabalhadores), o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, vereadores e representantes do governo local.



O presidente do sindicato dos metalúrgicos de São José, Antônio Ferreira de Barros considerou a declaração uma falta de respeito aos trabalhadores, a cidade e ao governo federal. “A presidente Dilma não pára de investir no setor. Nós fazemos de tudo para que haja investimento na nossa unidade, é um desrespeito, acredito que nem a presidência da GM concorde com o sr. Moan”, declarou.



De acordo com o sindicato, é imprescindível a intervenção da presidência da república neste caso, com uma medida provisória que garanta a conservação do complexo na cidade e preserve o emprego dos mais de 6.000 funcionários da fábrica. “Nós estamos dispostos a negociar, já recuamos e queremos um acordo. Mas caso não aconteça, entraremos em greve geral e só recuaremos com a intervenção da presidente Dilma”, declarou Barros ao UOL.



Neste sábado será realizada mais uma reunião entre a montadora e o sindicato, a partir das 10 horas na sede do CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), em São José dos Campos.

Jornal Midiamax