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Força-tarefa oficializa três comissões para estudar todas as áreas indígenas em MS

Três comissões, que estudarão a questão jurídica, a avaliação e titulação de áreas e elaboração de um mapa das áreas fundiárias em conflito e em processo de regulamentação em Mato Grosso do Sul foram oficializadas nesta quinta-feira (27) durante reunião entre lideranças indígenas, Funai, Governo do Estado, Famasul e Ministério Público Federal. A representante interina […]

Arquivo Publicado em 27/06/2013, às 20h30

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Três comissões, que estudarão a questão jurídica, a avaliação e titulação de áreas e elaboração de um mapa das áreas fundiárias em conflito e em processo de regulamentação em Mato Grosso do Sul foram oficializadas nesta quinta-feira (27) durante reunião entre lideranças indígenas, Funai, Governo do Estado, Famasul e Ministério Público Federal.


A representante interina da presidência da Funai, Maria Augusta Assirati, esclareceu após a reunião que o encontro foi positivo e que soluções precisam ser entregues à União até o dia 5 de agosto, data estabelecida pelo Ministério da Justiça para conclusão dos levantamentos de áreas no Estado.


De acordo com Maria Augusta, as 53 áreas já entendidas como indígenas serão estudadas e não somente a da Reserva Buriti, onde há o conflito mais recente. O governador do Estado, André Puccinelli, saiu da reunião sem falar com a imprensa.


Para Tonico Benites, liderança guarani-kaiowá, a reunião faz com que o impasse por terras avance positivamente.


“Para nós é bom porque conseguimos ver que as coisas estão andando. Queremos a devolução do nosso território e esperamos que os produtores que estão ocupando nossas terras recebam indenização para sair de lá”, opinou.


Diante da gravidade dos conflitos, na semana passada, o ministro Gilberto Carvalho anunciou disposição da presidente Dilma Rousseff (PT) de colocar a mão no cofre federal para adquirir terras de proprietários rurais a fim de acabar com o conflito na região do Buriti.


Neste sentido, foi criada comissão para avaliar, até 5 de agosto, o preço da área e fechar acordo. A promessa seria estender a negociação para as demais regiões em conflito no Estado.

Jornal Midiamax