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Farmacêuticos protestam contra 4º pior piso do País e pedem salários melhores

Cerca de 40 pessoas entre estudantes e profissionais de Farmácia estão promovendo uma manifestação, com cartazes, apitos e narizes de palhaço, em frente ao Ministério do Trabalho para pedir melhores condições de trabalho e reivindicar, principalmente, aumento salárial. De acordo com o presidente do Sindicato dos Farmacêuticos (Sinfar/MS), Luiz Gonçalves Mendes Junior, o Estado p...

Arquivo Publicado em 03/07/2013, às 12h18

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Cerca de 40 pessoas entre estudantes e profissionais de Farmácia estão promovendo uma manifestação, com cartazes, apitos e narizes de palhaço, em frente ao Ministério do Trabalho para pedir melhores condições de trabalho e reivindicar, principalmente, aumento salárial.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Farmacêuticos (Sinfar/MS), Luiz Gonçalves Mendes Junior, o Estado possui o 4° menor salário do Brasil para trabalhar em farmácias e drogarias. “Uma pesquisa de março da Federação Interestadual de Farmacêutico mostrou que a ordem dos piores salários são Pernambuco, Paraíba e Amazonas, seguida por Campo Grande”, reclamou.

Hoje, a categoria alega que o salário médio é de R$ 1.862, por 44 horas e os profissionais querem o pagamento de R$ 2.500. Eles também reivindicam um adicional de 40% sobre o piso para quem estiver em cargo de gerência e a outros benefícios como vale-refeição, hora-extra remunerada, entre outros.

Os profissionais pretendem se reunir com o Sindicato dos Proprietários de Farmácia para negociar as melhores condições. “Eles propõe salários de R$ 2 mil, mas nós estamos irredutíveis”, disse Luiz.

Para Valter Cuenca, 31 anos, estudante de Farmácia a luta é válida. “Estou reivindicando por melhores condições, pois temos que ser respeitados, porque nossa profissão é importante”, alertou.

“O problema é que cada ano que passa aumentam as cobranças sobre o atendimento, questões sanitárias que não são compatíveis com o salário”, afirmou Renaudt Tedesco, 24 anos, formado há três anos e atualmente trabalha há 1 ano em uma farmácia.

Já a estudante Tamires Rocha Souza, de 21 anos, conta que está pensando no futuro. “O piso do nosso Estado é muito baixo. Devemos lutar por nossos direitos e pensar no dia de amanhã”, disse. 


Por volta das 18h desta quarta-feira (03), já está agendada uma audiência pública para discutir sobre o assunto na Câmara Municipal de Campo Grande.

Jornal Midiamax