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Familiares denunciam descaso com paciente e ‘caos’ no Hospital Universitário

Após denunciar nas redes sociais situação de “calamidade” no Hospital Universitário, familiares de pacientes internados em Campo Grande denunciam lotação do local e demais problemas. Luiz Gustavo Andrade Bandeira, de 37 anos, está internado desde o dia 7 de junho por sofrer de Leishmaniose e Endocardite. “Quando ele chegou ao hospital ficou em pé tomando soro, […]

Arquivo Publicado em 27/06/2013, às 16h01

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Após denunciar nas redes sociais situação de “calamidade” no Hospital Universitário, familiares de pacientes internados em Campo Grande denunciam lotação do local e demais problemas.

Luiz Gustavo Andrade Bandeira, de 37 anos, está internado desde o dia 7 de junho por sofrer de Leishmaniose e Endocardite. “Quando ele chegou ao hospital ficou em pé tomando soro, não tinha nem cadeira. Agora, tem dois pacientes no mesmo quarto. O banheiro é de uso coletivo do pronto socorro. O teto está caindo. Todos os pacientes estão sofrendo nessa situação de calamidade”, destacou a cunhada do paciente, Aline Freitas Neves, 23 anos.

A família contou que a princípio ele teria ficado alojado no corredor, mas foi transferido para um quarto no PAM (Pronto Atendimento Médico). “Ele está em um quarto, tipo enfermaria. Mas lá o banheiro é sujo, está sujeito a pegar vários tipos de infecções. Queremos sua transferência de hospital ou para um quarto compatível com os cuidados médicos. Todo mundo usa o mesmo banheiro, são 70 pessoas para quatro banheiros”, explicou a esposa Ariane Freitas Neves, 26.

A esposa e acompanhante de Luiz contou que sua preocupação é com o estado de saúde do marido. “Como ele está com a imunidade baixa, pegou uma forte gripe aqui no hospital. Ele não pode passar nervoso por causa do problema no coração. Fora que ao invés de melhorar, ele vai piorar se continuar desse jeito. Agora, estão tratando da gripe dele, ele está estável, mas requer cuidados especiais”, destacou Ariane.

Enquanto a família aguarda aflita por uma solução, os médicos alegam que devido à gripe e o problema no coração, o paciente não pode ser removido e deve ficar internado em torno de quatro a seis semanas tomando antibióticos.

Em meio ao “caos” do hospital, os familiares fazem a ressalva sobre a qualidade da equipe médica e de enfermagem. “O atendimento aqui conta com profissionais excelentes. Mas o problema é a falta de estrutura e lotação. É desumano”, salientou a esposa.

Jornal Midiamax