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Família denuncia suposto pastor por estupro de menina de 13 anos em Campo Grande

Em depoimento à Polícia Civil, a criança relatou que foi abusada duas vezes, nos meses de dezembro e janeiro. O homem de 31 anos, de acordo com familiares, era responsável por um grupo evangélico de jovens

Arquivo Publicado em 25/01/2013, às 21h57

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Em depoimento à Polícia Civil, a criança relatou que foi abusada duas vezes, nos meses de dezembro e janeiro. O homem de 31 anos, de acordo com familiares, era responsável por um grupo evangélico de jovens

A família de uma menina de 13 anos, moradora da região do bairro Tiradentes em Campo Grande, denunciou o estupro cometido por um suposto pastor evangélico de 31 anos, contra a adolescente.

Em depoimento à Polícia Civil, ela relatou que foi abusada duas vezes, nos meses de dezembro e janeiro. O homem de 31 anos, de acordo com familiares, era responsável por um grupo evangélico de jovens no bairro.

A tia da menina ficou sabendo do caso, através de um amigo do suspeito, com quem o mesmo teria comentado o abuso.

“Essa pessoa contou para a minha cunhada, no último domingo (20), e no mesmo dia fomos à delegacia”, disse a mãe de 40 anos.

“Eu e meu marido trabalhamos o dia inteiro, achávamos que ela estava em um lugar seguro, já que no mesmo grupo, tinha minhas sobrinhas e outros familiares”, disse a mãe. De acordo com a mãe, o suposto pastor, conhece a menina desde os 12 anos.

“Ele falava pra ela escondido, que gostava dela, que ela era muito bonita e que queria namorar e casar com ela”

Em relatos na delegacia, a menina contou que conversava com o suposto autor, em uma praça na região, quando foi forçada a irem a um matagal, onde foi abusada.

“Eu fiquei chorando e disse que queria ir embora dali. Ele pediu para eu não contar para ninguém. Eu saí sozinha e fui embora, já estava escuro. Quando eu cheguei em casa, todos já estavam me procurando. Eu não falei nada, fiquei com medo”, disse a menina acompanhada do pai e da mãe, no Termo de Declaração do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH).

A reportagem conseguiu contato com o possível autor. “Sim eu conheci ela sim. A gente só namorou”, disse o homem de 31 anos, que negou ser pastor e comandar um grupo de jovem na região. Posteriormente a ligação caiu e a reportagem não conseguiu mais contato.

O presidente do CDDH, Paulo Ângelo de Souza informou que além do inquérito policial, o Centro entrará com denúncia no Ministério Público e demais órgãos competentes.

De acordo com a delegada DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), Regina Márcia Rodrigues, o caso está sendo investigado, e a polícia aguarda resultados do Imol (Instituto Médico Odontológico Legal).

Jornal Midiamax