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Ex-Mazembe, jogador do Raja diz que “vencer o Inter foi mais difícil”

Deo Kanda passaria despercebido pela atuação desta na vitória por 3 a 1 do Raja Casablanca sobre o Atlético-MG: não fez gols, não participou de nenhum lance crucial e, na verdade, entrou no segundo tempo para ficar menos de 20 minutos em campo. Mas o atacante congolês tem uma trajetória curiosa: antes de eliminar o […]

Arquivo Publicado em 20/12/2013, às 11h06

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Deo Kanda passaria despercebido pela atuação desta na vitória por 3 a 1 do Raja Casablanca sobre o Atlético-MG: não fez gols, não participou de nenhum lance crucial e, na verdade, entrou no segundo tempo para ficar menos de 20 minutos em campo. Mas o atacante congolês tem uma trajetória curiosa: antes de eliminar o ídolo Ronaldinho do Mundial de Clubes deste ano, ele esteve em campo pelo Mazembe em 2010 no triunfo sobre o Inter – jogo que, segundo ele, foi mais difícil que o desta quarta-feira.


Kanda, 24 anos, defendeu o Mazembe de 2009 até 2013, quando se transferiu para o Raja. Ele também entrou no segundo tempo da vitória por 2 a 0 sobre os gaúchos no Mundial de Abu Dhabi, mas tentou repassar aos colegas marroquinos a experiência que teve diante do Inter.


“Antes do jogo chamei os companheiros e falei como tinha sido contra o outro time brasileiro, como tínhamos jogado. Ganhamos aquele jogo e falei que dava para ganharmos hoje, que poderíamos repetir isso pelo Raja. Por que não?”, disse Kanda, sorridente e até certo ponto surpreso com o assédio da imprensa internacional na zona mista do Grand Stade de Marrakech.


Para o atacante congolês, a vitória do Mazembe sobre o Inter foi mais complicada do que o 3 a 1 obtido pelo Raja diante do Atlético-MG. Até pela falta de experiência da equipe africana que surpreendeu o mundo na competição de três anos atrás.


“O mais difícil foi com o Mazembe. Éramos muito jovens e foi uma boa lição que aprendemos ali. Mas hoje, com mais experiência, foi melhor”, relatou o jogador, que abriu um sorriso ainda maior quando perguntado quem era o seu maior ídolo no futebol. Em uma dessas surpreendentes histórias que o destino proporciona, Kenda estufou o peito para responder: “Ronaldinho”.


“Foi o melhor dia da minha carreira. Estou muito feliz, muito contente por ter jogado no mesmo campo que o Ronaldinho, de poder enfrentá-lo. Eu estava maravilhado. Sempre foi um sonho, mas hoje pude viver essa realidade”, orgulhou-se.


Confiante de que o Raja Casablanca pode inclusive vencer o Bayern de Munique na decisão do Mundial no próximo sábado, Kenda levou para casa a chuteira de Ronaldinho. Ele foi um dos jogadores da equipe marroquina e avançaram sobre o camisa 10 brasileiro ao final da partida e levaram de recordação para casa algumas partes do uniforme do ex-jogador do Barcelona.

Jornal Midiamax