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Estudante é impedida de fazer matrícula em universidade por causa de deficiência auditiva

A família de uma estudante portadora de deficiência auditiva buscou ajuda na Defensoria Pública da comarca de Campo Grande depois que a menina, Tábata Larissa Rodrigues Lopes, teve a matrícula rejeitada, no curso de Ciências Biológicas, por uma universidade particular da Capital. De acordo com Iraene Rodrigues Nogueira, que é mãe da estudante, a filha […]

Arquivo Publicado em 23/01/2013, às 12h25

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A família de uma estudante portadora de deficiência auditiva buscou ajuda na Defensoria Pública da comarca de Campo Grande depois que a menina, Tábata Larissa Rodrigues Lopes, teve a matrícula rejeitada, no curso de Ciências Biológicas, por uma universidade particular da Capital.


De acordo com Iraene Rodrigues Nogueira, que é mãe da estudante, a filha foi aprovada no processo seletivo, mas no momento da matrícula a direção da Universidade informou que a jovem só poderia efetivar o registro caso a família se comprometesse em contratar um intérprete.


“No dia, informaram que os gastos com a intérprete seriam nosso, pois é uma necessidade somente dela. Ou então que alguém da família acompanhasse as aulas para auxiliá-la”, afirmou a mãe.


A comerciante conta que ficou constrangida com a informação e retornou com a filha para casa sem realizar o procedimento.


“Ficamos revoltados e muito tristes. Mas como enfrentamos essa situação, da deficiência auditiva, desde a infância dela, busquei ajuda com a Defensoria Pública”, explica dona Iraene.


Tábata apresentou os primeiros sinais da falta de audição durante os seis meses de vida. O entrave com a instituição de ensino não é o primeiro que a família sofre. Segundo a mãe, durante o período escolar, a estudante foi reprovada três vezes por não receber auxílio de um intérprete na sala de aula.


“Não é uma novidade, mas achávamos que em uma instituição de ensino superior fosse diferente. Ela terminou o ensino médio com acompanhamento de um intérprete. Sempre foi difícil”, comenta.


Ao procurar a Defensoria Pública, a família foi orientada que a estudante é amparada pela Lei da Acessibilidade e que o posicionamento da Instituição, de fato, não é correto.


A Defensoria expediu ofício à Secretaria Estadual de Educação e à Instituição de Ensino e aguarda novo posicionamento sobre o caso, conforme determinado judicialmente.


De acordo com pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de Amostra do Censo Demográfico, realizada entre os meses de agosto e novembro de 2010, a deficiência auditiva afeta 4,4% da população de Mato Grosso do Sul.

Jornal Midiamax