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‘Este massacre deve parar’, diz chefe da ONU no Iraque sobre onda de violência no país

O chefe da ONU no Iraque condenou na quarta-feira (3) uma onda de ataques mortais em todo o país e reiterou seu apelo aos funcionários do governo para deter a violência. Dezenas de pessoas foram mortas na terça-feira (2) e muitas outras ficaram feridas em uma série de ataques concentrados em lugares públicos, como mercados […]

Arquivo Publicado em 03/07/2013, às 20h14

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O chefe da ONU no Iraque condenou na quarta-feira (3) uma onda de ataques mortais em todo o país e reiterou seu apelo aos funcionários do governo para deter a violência.


Dezenas de pessoas foram mortas na terça-feira (2) e muitas outras ficaram feridas em uma série de ataques concentrados em lugares públicos, como mercados municipais.


“Este massacre deve parar”, disse o representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (UNAMI), Martin Kobler.


“Eu, mais uma vez, peço às autoridades iraquianas que façam o seu melhor e tomem todas as medidas necessárias para proteger o povo de mais derramamento de sangue.”


De acordo com Kobler, os “ataques terroristas devastadores”, novamente, têm como alvo cidadãos inocentes que lutam para construir um futuro mais esperançoso para si e seus filhos em um ambiente altamente volátil.


Estes últimos ataques ocorreram em meio a um dos períodos de maior violência no Iraque e vão contra a tendência dos últimos anos de diminuição do problema no país.


A missão da ONU no Iraque informou que 761 pessoas morreram e 1.771 ficaram feridas em atos de terrorismo e violência em junho. Dos mortos, 685 eram civis, incluindo 131 policiais civis.


Em abril, 712 iraquianos foram mortos e mais de 1.600 feridos. Em maio, o número de mortos aumentou para 1.045 e mais de 2.300 feridos.


Em um relatório divulgado na semana passada, a UNAMI disse que pelo menos 3.200 civis foram mortos e mais de 10 mil ficaram feridos durante o segundo semestre de 2012.


O relatório advertiu que o aumento da violência armada exige maior proteção civil e o fortalecimento de instituições de direitos humanos no país.

Jornal Midiamax