Acidente em meio a temporal fez 33 vítimas, entre as quais um brasileiro. A aeronave da Embraer, que voava de Maputo para Luanda, fora comprada um ano atrás por linhas aéreas moçambicanas LAM.

A fabricante brasileira de aeronaves Embraer anunciou que enviará uma equipe de técnicos para ajudar nas buscas, após o acidente com a aeronave Embaer 190, operada pelas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), nesta sexta-feira (29/11).

Ao que tudo indica, não houve sobreviventes da queda no Parque Nacional de Bwabwata, no norte na Namíbia, durante um temporal. O voo 470 partira pela manhã da capital moçambicana, Maputo, com destino à angolana Luanda, onde deveria aterrissar menos de quatro horas mais tarde. No entanto, em certo ponto a LAM perdeu todo contato com o avião.

Com capacidade para 90 pessoas, ele levava seis tripulantes e 27 passageiros, entre os quais dez moçambicanos, nove angolanos, cinco portugueses, um brasileiro, um francês e um chinês. O Ministério brasileiro das Relações Exteriores já recebeu o nome da vítima nacional e entrou em contato com a família, porém aguarda mais informações antes de fazer o comunicado oficial.

Causas sob investigação

Os destroços totalmente carbonizados da nave só foram localizados neste sábado, por avião. As autoridades namibianas já enviaram para a região pessoal encarregado de averiguar as causas do desastre. Foi também decidida a criação de duas comissões de inquérito sobre o acidente: uma moçambicana, com representantes da LAM e do Ministério dos Transportes e Comunicação; e outra internacional, liderada pela Namíbia e incluindo membros de Moçambique e do Brasil.

O acidente é o mais grave na história da aviação civil de Moçambique, desde a misteriosa queda do avião do presidente Samora Machel em 1986, na África do Sul, quando morreram 34 pessoas.

Em seu comunicado, a Embraer lamenta o ocorrido, e transmite suas condolências às famílias das vítimas e à transportadora aérea, além de garantir seu apoio às autoridades policiais que atuam nas buscas.

Segundo a empresa brasileira, a aeronave envolvida no acidente foi entregue em novembro de 2012 à LAM, que visava modernizar sua frota, substituindo antigos aviões do tipo Boeing. No ano anterior, a União Europeia proibira a companhia moçambicana de voar em seu espaço aéreo, por razões de segurança.