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Em protesto, médicos negam pedir altos salários e alegam falta de estrutura no interior

Estudantes e profissionais da Medicina se reuniram nesta quarta-feira (3) em passeata pela Rua 14 de Julho, Avenida Afonso Pena e Rua 13 de Julho para protestar por falta de estrutura no interior de Mato Grosso do Sul para trabalhar. Os cerca de 200 participantes fizeram passeata para contestar a alegação do poder público, que […]

Arquivo Publicado em 03/07/2013, às 20h45

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Estudantes e profissionais da Medicina se reuniram nesta quarta-feira (3) em passeata pela Rua 14 de Julho, Avenida Afonso Pena e Rua 13 de Julho para protestar por falta de estrutura no interior de Mato Grosso do Sul para trabalhar.


Os cerca de 200 participantes fizeram passeata para contestar a alegação do poder público, que médicos se recusam a ir para o interior buscando salários cada vez mais altos e acúmulo de funções para melhorar a renda nos grandes centros urbanos, a categoria diz que falta estrutura de trabalho nas cidades menores.


“Falta estrutura e falta equipe, tornando o trabalho do profissional mais difícil”, alega a segunda secretária do Conselho Regional de Medicina, Rosana Leite de Melo.


A contratação de mais de 6 mil médicos estrangeiros para atender nessas áreas, anunciada pelo Ministério da Saúde, também é motivo de descontentamento da categoria.


“O Revalida, avaliação feita pelo Ministério da Saúde para avaliar se os médicos formados em outros países tem conhecimento profissional coerente com o exercício da profissão no Brasil é aplicado a todos os médicos, mas querem abolir a prova para esses profissionais e nós não queremos isso”, opinou a médica.


Pela manhã, uma coletiva de imprensa foi feita no prédio do Conselho Regional de Medicina informando os motivos do descontentamento da categoria. São 4,2 mil médicos em Mato Grosso do Sul, sendo 2,5 mil atuando em Campo Grande. A Organização Mundial de Saúde recomenda um médico para cada mil habitantes.

Jornal Midiamax