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Em MS, 60% dos motofretistas não estão prontos para atender determinação do Contran

Dos cinco mil profissionais que atuam no Estado, apenas dois mil já concluíram o curso de capacitação

Arquivo Publicado em 23/01/2013, às 12h05

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Dos cinco mil profissionais que atuam no Estado, apenas dois mil já concluíram o curso de capacitação

A menos de duas semanas para a resolução 360 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) entrar em vigor, cerca de 60% dos motofretistas de Mato Grosso do Sul não estão preparados para atender as determinações. De acordo com o presidente do Sinpromes/MS (Sindicato Profissional dos Motociclistas Sobre Duas ou Três Rodas), Luiz Carlos Escobar, dos cinco mil profissionais que atuam no Estado, apenas dois mil já concluíram o curso de capacitação. Em Campo Grande, dos 2.600 trabalhadores, 1.260 estão em dia com as especificações e o restante são dos municípios do interior.

Escobar afirma que na última sexta-feira (18), se reuniu com o presidente interino da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Elídio Pinheiro Filho para solicitar que o órgão, juntamente com o Detran/MS (Departamento Estadual de Trânsito) e a Ciptran (Companhia Independente de Policia de Trânsito), realizem uma campanha educativa para que os profissionais participem dos cursos de capacitação. “Gostaríamos que houvesse fiscalização educativa e não repressiva, porque deveria ter sido feita uma campanha neste mês e não fizeram. Os profissionais precisam se adaptar e enquanto isso não queríamos que fossem multados”, afirmou.

Além do curso de reciclagem, a partir do dia 2 de fevereiro, os motofretistas e mototaxistas deverão usar colete com faixas refletivas e fazer a instalação de equipamentos de segurança, como o protetor de motor e antenas corta-pipas. Conforme a resolução do Contran, para exercer a profissão ainda é preciso ter 21 anos completos e dois anos como condutor de motocicleta.

Os 800 profissionais que atuam no setor de passageiros, os mototaxistas, já estão preparados para atender o que determina o Contran. Segundo o presidente do Sindmototaxi (Sindicato dos Condutores Autônomos e Passageiros em Motocicleta no Município de Campo Grande), Dorvair Caburé, cada trabalhador gastou em média R$ 200 para a aquisição dos equipamentos. “Estamos apenas aguardando os coletes ficarem prontos, toda a categoria já está preparada para trabalhar dentro da lei. Embora hajam os gastos, apoiamos as novas regras porque trarão mais segurança e profissionalização para a categoria”, argumentou.

No ano passado, o Detran/MS ofereceu o curso de direção defensiva gratuitamente. Atualmente, o curso deve ser feito no Sest/Senat e custa R$ 165, mais uma guia de recolhimento obrigatório para o Detran/MS, no valor de R$ 24 – para a homologação do certificado. Na segunda-feira (21) teve início a primeira turma do ano, que segue até o dia 30, no período noturno. Nos dias 28, 29 e 30 serão realizados cursos no período integral. A entidade oferece o curso desde 2011 e até o momento 270 pessoas já foram capacitadas.

Jornal Midiamax