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Dilma anuncia plebiscito para reforma política, mas protestos continuam

O Governo Federal anunciou nesta terça-feira que antes de outubro convocará um plebiscito sobre a reforma política, mas isso não parece ter aplacado os manifestantes, que voltaram a sair às ruas e anunciaram grandes protestos para amanhã. A presidente Dilma Rousseff dedicou o dia a analisar sua proposta com diversos setores do país, recebeu mais […]

Arquivo Publicado em 25/06/2013, às 23h33

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O Governo Federal anunciou nesta terça-feira que antes de outubro convocará um plebiscito sobre a reforma política, mas isso não parece ter aplacado os manifestantes, que voltaram a sair às ruas e anunciaram grandes protestos para amanhã.

A presidente Dilma Rousseff dedicou o dia a analisar sua proposta com diversos setores do país, recebeu mais críticas que adesões e via sua ideia agonizar antes de nascer, mas, no cair da noite, tomou forma e acabará sendo um plebiscito, mas sem a Assembleia Constituinte que havia proposto ontem.

“Não há tempo para realizar uma Constituinte e a Câmara dos Deputados se manifestou contra. A única convergência possível é o plebiscito”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

A decisão de convocar a consulta popular nesse prazo se explica pela vontade de ter a reforma política já em vigor para as eleições presidenciais e parlamentares de outubro de 2014 e, segundo a lei, para isso, deve ser aprovada um ano antes.

No plebiscito, os brasileiros opinarão sobre diversos aspectos da reforma, como se o financiamento das campanhas deve ser apenas pública ou ter participação privada, declarou o ministro, esclarecendo que as perguntas serão definidas nos próximos dias.

“Queremos uma reforma política com uma ampla participação popular”, assegurou.

Segundo Mercadante, Dilma se reunirá “nesta mesma semana com líderes políticos”, inclusive da oposição, para definir as consultas que serão feitas neste plebiscito.

O anúncio foi feito em meio a novos protestos, convocações de outras manifestações para amanhã e a adesão das centrais sindicais, que convocaram hoje os trabalhadores para uma jornada nacional de protestos e paralisações no dia 11 de julho para reforçar suas reivindicações.

A decisão de Dilma abalou o Congresso, que há 15 anos discute a reforma política sem nenhum resultado e hoje anunciou sua intenção de desempoeirar uma série de projetos que tramitam há anos e estão em linha com as exigências das manifestações, que clamam por melhores serviços públicos.

Em relação à reforma política, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, declarou que o Legislativo não quer chegar ao

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