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“Dei um beijo no ombro do Morrissey”, diz brasileira destacada na biografia

Um dos livros mais vendidos da Inglaterra atualmente (chegou a ser primeiro lugar na lista) tem escondido em suas páginas uma personagem acidental brasileira, de São Paulo. “Autobiography” é a famosa biografia que o extrafamoso cantor britânico Morrissey, ex-Smiths, lançou recentemente, no Reino Unido, editada envolta por polêmica pela Penguin Classics, uma série especial da […]

Arquivo Publicado em 03/11/2013, às 19h42

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Um dos livros mais vendidos da Inglaterra atualmente (chegou a ser primeiro lugar na lista) tem escondido em suas páginas uma personagem acidental brasileira, de São Paulo.

“Autobiography” é a famosa biografia que o extrafamoso cantor britânico Morrissey, ex-Smiths, lançou recentemente, no Reino Unido, editada envolta por polêmica pela Penguin Classics, uma série especial da Penguin Books normalmente dedicada a grandes escritores mortos. Causou espanto por lá.

Causou espanto por aqui que Morrissey, no livro dedica algumas linhas a falar sobre um fato para ele maravilhoso que ocorreu em um show em São Paulo, em abril de 2000, em sua primeira passagem pelo Brasil.

O cantor lembra quando viu uma garota sendo levada a ele pelos braços da plateia, perto do final de sua apresentação. Assim que ela chegou ao palco, Morrissey percebeu que a menina era cega. Ela lhe entregou um bilhete, que dizia: “Eu não posso te ver, mas eu amo você”.

“Eu montei uma estratégia para chegar perto dele”, diz Lara Siaulys, a paulistana do livro localizada pela Popload, deficiente visual desde bebê, mas cuja condição nunca impediu de frequentar shows e casas noturnas. “Eu sabia que fãs dos Smiths levavam flores aos shows e levei algumas rosas. E um monte de bilhetinhos, alguns em braile. Tinha várias frases, como ‘Eu não posso te ver, mas posso ouvir sua voz’, entre outras”, diz ela, que se diz leitora da Popload (o computador dela tem um sintetizador que transforma as palavras escritas em som e assim ela consegue se comunicar virtualmente e ler blogs e sites).

Hoje com 35 anos, professora de inglês, diretora de uma ONG fundada pelos pais para ajudar pessoas com problemas visuais e formada em música pela Unicamp, Lara recorda ainda o que fez quando sentiu que estava próxima de Morrissey e ele havia pegado o bilhete de suas mãos: “Eu disse ‘I love you’ e tentei dar um beijo nele. Mas aí um segurança já me puxava para um outro lado para me retirar do palco e o beijo pegou no ombro dele. Tudo bem para mim. No fim eu dei um beijo no ombro do Morrissey”.

Assim que soube por amigos nesta semana, via Popload, que tinha ido parar na autobiografia de Morrissey, Lara disse que nem foi trabalhar, porque não saiu do telefone e do Facebook e Twitter. “Eu, que sou de dormir cedo, fui dormir 1h da manhã nesse dia”, disse a personagem do livro de Morrissey.

“Ah, além do beijo eu consegui, no palco, segurar a mão do Morrissey. Lembro que era supermacia. Mais feminina que a minha”.

Jornal Midiamax