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Deficiente visual que pratica atletismo cai da escada em seu 1° dia de treino no Morenão

Em seu primeiro dia de treino em Campo Grande, na manhã desta segunda-feira (21), a deficiente visual Dalila Araújo dos Santos, 32 anos, caiu na escada que dá acesso ao vestiário do Morenão, próximo ao portão 20. Com a suspeita de luxação nas pernas e escoriações no braço esquerdo, ela teve de ser socorrida pelo […]

Arquivo Publicado em 21/01/2013, às 13h16

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Em seu primeiro dia de treino em Campo Grande, na manhã desta segunda-feira (21), a deficiente visual Dalila Araújo dos Santos, 32 anos, caiu na escada que dá acesso ao vestiário do Morenão, próximo ao portão 20.


Com a suspeita de luxação nas pernas e escoriações no braço esquerdo, ela teve de ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para a Santa Casa. “Eu sou o guia dela, mas também treino atletismo. Eu a deixei sentada na arquibancada, descansando, mas ela decidiu sair sozinha”, diz Felipe José Rosa Xavier, 25 anos.


Felipe treinava com o também atleta Yeltson Francisco Ortega, 21 anos. Ambos possuem a visão prejudicada, mas não 100% como Dalila. Eles, que possuem o sonho de viver do atletismo, treinam por conta própria, sem ajuda de custo alguma, com exceção de Yeltson. Ele, às vezes, corre com patrocínio por uma cidade do interior paulista.


“A Dalila é mais nova no esporte. Ela praticava em Dourados e agora veio para cá, morar com um irmão no bairro Jardim das Hortências. Nós já treinamos há pelo menos cinco anos, sendo que tínhamos marcado no Morenão por considerar boa a estrutura, apesar da falta de acessibilidade”, argumentou Yeltson.


O trio tem a intenção de participar do Circuito Nacional da Caixa Econômico. E, mesmo com as dificuldades, eles garantem a reportagem do Midiamax que não vão desistir do desafio.


Outro acidente em Campo Grande


Há quatro dias, a deficiente visual Angélica Barbosa Serra, 42 anos, caiu em um buraco de aproximadamente 2,5 metros de profundidade no cruzamento das ruas Paulo Freire e Fernando Augusto Correa da Costa em Campo Grande. A mulher foi encaminhada ao Prontomed com dores nos braços e vários machucados pelo corpo.


Na ocasião, o buraco tinha sido aberto por funcionários da Oi que trabalhavam no conserto de duas caixas de telefonia. Angélica contou que os trabalhadores abriram o buraco e deixaram o local sem nenhuma proteção. “Quando retornava da casa de uma amiga e estava a 200 metros de casa quando cai”, contou a vítima.

Jornal Midiamax