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Contra a terceirização, funcionários da Enersul fazem paralisação em todo o Estado

Os funcionários da Enersul de todas as cidades de Mato Grosso do Sul iniciaram greve nesta terça-feira (17). O motivo é a possibilidade de a empresa ser vendida para a Energisa. “Somos contra, vai tirar o nosso trabalho, terceirizar e precarizar a qualidade do serviço”, diz Elizete de Almeida, membro do Sindicato dos Trabalhadores no […]

Arquivo Publicado em 17/12/2013, às 12h15

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Os funcionários da Enersul de todas as cidades de Mato Grosso do Sul iniciaram greve nesta terça-feira (17). O motivo é a possibilidade de a empresa ser vendida para a Energisa. “Somos contra, vai tirar o nosso trabalho, terceirizar e precarizar a qualidade do serviço”, diz Elizete de Almeida, membro do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Energia (Sinergia)-MS .

Outro motivo, além de salários melhores, é a falta de garantia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel ). “A Aneel não quer dar garantia. Se for terceirizado e funcionários forem demitidos? Vão perder tudo?”, questiona. Serviço de emergência para não faltar atendimento à população foi deixado pelos grevistas. “O povo não pode ser penalizado”, pontuou Elizete.

Segundo Elizete a indicativa é de 48 horas de paralisação, que pode ser suspensa caso aja negociação. “Decidiremos em assembleia amanhã à tarde se continuaremos paralisados”, conta. A paralisação foi definida após assembleia entre os funcionários da empresa. A empresa mineira Energisa pretende comprar a Enersul e outras sete concessionárias ainda nesta semana.

Os diretores da Aneel devem dizer se aprovam o plano de recuperação proposto para as oito distribuidoras nesta quarta-feira (18). A Aneel estará discutindo se admite o plano de correção de falhas para as oito concessionárias, cujos índices de interrupção no fornecimento de energia estão acima do permitido e também se concordam com a transferência do controle e levantamento da intervenção nas empresas.

Jornal Midiamax