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Cônsul da Bolívia no Brasil se reúne com lideranças para discutir caso Brayan

Ao menos 80 lideranças da comunidade boliviana em São Paulo participam de uma reunião com o cônsul-geral da Bolívia no Brasil, Jaime Valdivia Almanza, em uma tentativa de pacificação de ânimos por conta do assassinato do menino Brayan Capcha, de 5 anos. A criança foi morta com um tiro na cabeça, na última sexta (28), […]

Arquivo Publicado em 01/07/2013, às 20h53

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Ao menos 80 lideranças da comunidade boliviana em São Paulo participam de uma reunião com o cônsul-geral da Bolívia no Brasil, Jaime Valdivia Almanza, em uma tentativa de pacificação de ânimos por conta do assassinato do menino Brayan Capcha, de 5 anos. A criança foi morta com um tiro na cabeça, na última sexta (28), em São Mateus (zona leste), durante um assalto à casa da família.


A reunião acontece na sede do consulado, na avenida Paulista. Uma boa parte dos imigrantes bolivianos que foram até lá para falar com o cônsul tiveram não conseguiram entrar, devido à capacidade do local. Além deles, um grupo de aproximadamente 300 bolivianos segue em passeata ao consulado, a partir da zona leste, pelas principais ruas e avenidas da capital paulista.


O corpo de Brayan foi levado para a capital boliviana, La Paz, às 13h, em um voo comercial a partir de Cumbica, em Guarulhos. Os pais da criança foram no mesmo voo. A previsão é que o corpo chegue à cidade nesta noite e seja trasladado por cerca de 200km até o povoado de seus familiares.


Segundo a advogada Ruth Camacho, que é boliviana naturalizada brasileira, trabalha com a comunidade há 25 anos e atua na Pastoral do Migrante, da igreja católica, o cônsul passará às lideranças o que tem sido feito para investigar a morte de Brayan.


“O consulado é o representante da família nessa investigação e passará aos líderes comunitários as medidas judiciais cabíveis a partir da prisão dos criminosos”, disse a advogada. Segundo ela, “a comunidade está muito assustada porque infelizmente é vítima de muitos roubo, extorsão, vítima de pessoas de marginais que se passam por autoridades”, e a morte do menino “foi o estopim de toda essa situação de revolta”.


No consulado, a informação é que não há previsão de término da reunião.


Pela Polícia Civil, que já prendeu três suspeitos de participar do crime, desde sexta, continuam as buscas por outros dois que também teriam participado do assalto à família boliviana –entre os quais, Diego Rocha Freitas Campos, 20 anos, fugitivo do sistema penitenciário desde maio passado.

Jornal Midiamax