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Com apoio da ONU e União Europeia, crianças refugiadas da Palestina voltam às aulas no Líbano

Em meio ao intenso fluxo de refugiados vindos da Síria, dezenas de milhares de crianças da Palestina no Líbano voltaram para a escola para o ano letivo 2013-2014, nesta sexta-feira (4), com novos materiais fornecidos pela ONU e pela União Europeia (UE). “Apesar da situação difícil, a educação deve continuar a ser uma das nossas […]

Arquivo Publicado em 06/10/2013, às 16h40

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Em meio ao intenso fluxo de refugiados vindos da Síria, dezenas de milhares de crianças da Palestina no Líbano voltaram para a escola para o ano letivo 2013-2014, nesta sexta-feira (4), com novos materiais fornecidos pela ONU e pela União Europeia (UE).


“Apesar da situação difícil, a educação deve continuar a ser uma das nossas principais prioridades, ajudando a garantir o futuro das crianças refugiadas da Palestina”, disse Ann Dismorr, diretora para o Líbano da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).


“Temos visto a taxa de matrícula de estudantes de refugiados palestinos da Síria duplicar nas últimas semanas”, disse Dismorr durante uma cerimônia na Escola Preparatória de Nablus para meninas em Sidon, no sul do Líbano, onde as crianças receberam kits de volta às aulas da UNRWA, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da UE, contendo itens de papelaria a ser usado durante todo o ano letivo.


Cerca de 40 mil estudantes de 69 escolas da UNRWA em todo o Líbano, incluindo 7 mil refugiados deslocados pela guerra civil na Síria, receberão os kits. A UNRWA, criada em 1949 após a fundação de Israel, oferece serviços de educação, saúde, assistência e serviços sociais, infraestrutura e melhoria dos campos, além de serviços de microfinanças, para 5 milhões de refugiados palestinos registrados na Jordânia, Líbano, Síria, Cisjordânia e Faixa de Gaza.


Dismorr agradeceu o UNICEF por quatro anos consecutivos de apoio à UNRWA na área de educação no Líbano. A contribuição do UNICEF de 280 mil dólares assegura que as crianças “tenham um ambiente positivo e material escolar”, disse ela.


“Como em todas as emergências, trazer as crianças de volta à escola o mais cedo possível é uma das melhores maneiras de mitigar o impacto psicossocial do conflito e deslocamento”, disse a representante do UNICEF, Annamaria Laurini.


“Estamos todos empenhados em colocar as crianças mais vulneráveis no centro de tudo o que fazemos. Esta iniciativa, hoje, é a prova do nosso esforço coletivo para assegurar que os direitos de todas as crianças refugiadas da Palestina estejam protegidos.”


Outra recente contribuição da União Europeia — de 6 milhões de euros — irá cobrir os custos de educar os filhos de refugiados palestinos que vivem na Síria.

Jornal Midiamax