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Cirurgião processa Google por difamação nas buscas

Um cirurgião australiano está processando o Google por difamação. A ofensa foi causada pelo recurso de autocompletar nas pesquisas realizadas pelo buscador. Ao se digitar o nome de Guy Hingston, a página sugere “falido” como terceiro termo na primeira combinação. Segundo o jornal local Sidney Morning Herald, Hingston acredita que está perdendo clientes em função […]

Arquivo Publicado em 22/01/2013, às 12h28

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Um cirurgião australiano está processando o Google por difamação. A ofensa foi causada pelo recurso de autocompletar nas pesquisas realizadas pelo buscador. Ao se digitar o nome de Guy Hingston, a página sugere “falido” como terceiro termo na primeira combinação.


Segundo o jornal local Sidney Morning Herald, Hingston acredita que está perdendo clientes em função da pesquisa. Hingston diz que não está falido.


A alegação é que a carreira do cirurgião, especializado em operações nos seios, depende de manter uma boa reputação, “coisa que o Google está impossibilitando”, diz o advogado do médico. Ele busca pelo menos US$ 75 mil em danos, mais os custos judiciais do processo devido ao que descreve como “dano significativo e prejuízo econômico”.


De acordo com outro jornal, o Port Macquaire News, em janeiro de 2009 um grupo de aviação de propriedade de Hingston, chamado CoastJet, fechou as portas dois anos e meio depois que o médico comprou a empresa. Foram perdidos 30 postos de trabalho.


Em abril de 2009, a empresa foi comprada por um bilionário chinês.


Além disso, diz o Sidney Morning Herald, documentos mostram que Hingston foi à falência em 4 de agosto de 2009.


O cirurgião, no entanto, alega que a falência foi anulada. O Google não comentou o caso, informa o jornal australiano.

Jornal Midiamax