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Calote dos EUA pode causar uma recessão ou algo “pior”, diz FMI

Um calote dos Estados Unidos pode levar a uma recessão ou algo “ainda pior”, afirmou o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, nesta terça-feira. Blanchard disse que o fracasso em aumentar o teto da dívida nacional pode levar a cortes drásticos nos gastos do governo e “provavelmente a uma grande turbulência financeira”. “O […]

Arquivo Publicado em 08/10/2013, às 15h03

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Um calote dos Estados Unidos pode levar a uma recessão ou algo “ainda pior”, afirmou o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, nesta terça-feira.


Blanchard disse que o fracasso em aumentar o teto da dívida nacional pode levar a cortes drásticos nos gastos do governo e “provavelmente a uma grande turbulência financeira”.


“O que pode ser dito é que, se há algum problema em aumentar o teto da dívida, a recuperação da economia dos EUA pode se transformar em uma recessão ou algo ainda pior”, afirmou Blanchard.


FMI diz que Brasil terá menor crescimento entre emergentes


O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve nesta terça-feira a projeção de crescimento econômico para o Brasil neste ano em 2,5%, mas reduziu a estimativa para o próximo ano também para 2,5%, ante 3,2%. Com isso, o Brasil ocupa a última colocação entre os países emergentes.


Em relatório, a instituição aponta o Brasil entre os países, ao lado de Índia e Indonésia, que devem continuar com o aperto monetário, “para enfrentar a continuidade de pressões inflacionárias causadas por restrições de capacidade”, as quais tendem a ser reforçadas pela recente desvalorização do câmbio.


Para melhorar as perspectiva de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), o FMI destaca a importância de o Brasil remover barreiras ao investimento, mesma tarefa que cabe à Índia. O documento diz ainda que o país está entre os emergentes que precisa “reconstruir o espaço fiscal”, sendo desejável tomar passos decididos nessa direção, dado o fato de que a dívida pública já é elevada.


Mesmo depois de reduzir a previsão de 2014 para 2,5%, a projeção do Fundo segue superior à mediana das instituições ouvidas semanalmente pelo Banco Central (BC), que aponta uma expansão de 2,2%. A estimativa do FMI para 2013 ficou em linha com o projetado pelo mercado, de 2,47%.

Jornal Midiamax