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Brasileiros criam plataforma para reduzir o uso de agrotóxicos nas plantações

A startup brasileira Olearys desenvolveu uma nova plataforma para monitorar as plantações, com objetivo de reduzir o uso de agrotóxicos. Chamada de Hemisphere, a tecnologia nacional registra dados meteorológicos de vários tipos de cultura e transmite as informações via web, sinal de celular, satélite ou rádio UHF. O sistema, que incentiva a produção agrícola sustentável, […]

Arquivo Publicado em 04/07/2013, às 17h00

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A startup brasileira Olearys desenvolveu uma nova plataforma para monitorar as plantações, com objetivo de reduzir o uso de agrotóxicos.


Chamada de Hemisphere, a tecnologia nacional registra dados meteorológicos de vários tipos de cultura e transmite as informações via web, sinal de celular, satélite ou rádio UHF.


O sistema, que incentiva a produção agrícola sustentável, também corta pela metade o número de pulverizações nos campos de cultivo – e pode diminuir em até 60% o uso dos defensivos agrícolas.


A plataforma desenvolvida pela startup depende das estações meteorológicas de baixo custo, que enviam as características das plantações para softwares responsáveis por processar as informações que indicam se a lavoura está realmente suscetível a fatores que ameaçam a produtividade das culturas, como pragas e empobrecimento do solo.


Com isso, em vez de o agricultor aplicar os pesticidas e fertilizantes quando achar necessário, o sistema envia notificações para avisar o momento certo e a quantidade de produto que deve ser aplicada.


Usando o sistema, os agricultores também verificam as condições gerais do ambiente, como temperatura, umidade e acidez do solo.


“Hoje, na prática, o produtor usa o método do ‘eu acho’. Faz calendários que promovem o excesso de agrotóxicos nas lavouras”, disse à INFO o CEO da Olearys, Marcos Balbi.


De acordo com Balbi, o sistema pode ser aplicado em várias plantações, como soja, batata, tomate, uva, cenoura, maçã e café – as mais atingidas pela ação dos agrotóxicos.


O representante da empresa também diz que as estações meteorológicas coletam os dados das lavouras por meio de sensores, são vendidas a preços baixos e consomem pouca energia, sendo acessíveis à maior parte dos agricultores.


Além disso, o sistema usa linguagem simples, que pode ser compreendida tanto pelos técnicos, como pelos agricultores que lidam diretamente com as lavouras.


“Este é o nosso diferencial. Isso porque passar a informação bruta de que, por exemplo, choveu 200 milímetros na área, com 20 horas de molhamento – tempo que a planta fica molhada – por dia a 20º C não ajuda em nada o agricultor”, finaliza Balbi, chamando atenção aos benefícios da plataforma.

Jornal Midiamax