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Brasil Open: após vitória, Nadal lamenta dores e relata “pior dia”

Rafael Nadal entrou na sala de imprensa com o semblante abatido neste sábado, após vencer o argentino Martín Alund por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 6/7 (2-7) e 6/1, e se classificar à semifinal do Brasil Open. Com frases mais curtas e falando mais rapidamente do que o habitual, o espanhol relatou […]

Arquivo Publicado em 17/02/2013, às 00h47

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Rafael Nadal entrou na sala de imprensa com o semblante abatido neste sábado, após vencer o argentino Martín Alund por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 6/7 (2-7) e 6/1, e se classificar à semifinal do Brasil Open. Com frases mais curtas e falando mais rapidamente do que o habitual, o espanhol relatou ter vivido o “pior dia” em termos de dores no joelho desde que retornou às quadras.



Com uma inflamação no tendão patelar (síndrome de Hoffa) e uma ruptura parcial no tendão rotuliano do joelho esquerdo, Nadal permaneceu afastado do circuito profissional entre 28 de junho de 2012 e 6 de fevereiro de 2013. Ele retornou às quadras na semana passada, com o vice-campeonato do ATP 250 de Viña del Mar, e desde então vem atuando com uma faixa branca localizada logo abaixo do joelho.



Na entrevista deste sábado, concedida depois da vitória sobre Alund, o espanhol citou as dores na região já na primeira pergunta, quando lhe foi pedida uma avaliação do jogo. “O joelho não esteve bem, e quando me dói o joelho não me posso mover bem”, disse.



Na sequência, Nadal foi questionado se considerava que tivesse evoluído em termos de jogo e em termos físicos, em uma comparação com as três partidas feitas em São Paulo e as quatro em Viña del Mar.



“Em nível físico, há dias melhores e dias piores. Hoje (sábado) foi o pior, por sorte pude salvar e ganhar”, disse o espanhol, que sobre sua recuperação ainda completou: “está demorando mais do que eu gostaria. Depois de sete meses sem jogar sigo com dores, agradável não é, mas passei por situações complicadas e andei adiante. Tenho confiança em quem trabalha comigo e em mim mesmo, por mais complicada que seja a situação que vivi e ainda estou vivendo”.



Em 2005, Nadal foi diagnosticado com uma grave e rara lesão congênita no pé esquerdo que chegou a ameaçar a sua carreira: o escafoide do tarso, que para ele não se endureceu como deveria na primeira infância. Segundo relata em sua autobiografia, as dores no pé foram amenizadas com uma alteração na sola de seus tênis. Em 2009, ele ainda sofreu com tendinite em ambos os joelhos, desistindo de defender o título de Wimbledon, mas voltou ao circuito para conquistar o Grand Slam britânico no ano seguinte e ocupar novamente o topo do ranking mundial.


Jornal Midiamax