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Brasil aproveita torneio mundial de educação profissional para atualizar tecnologia

WorldSkills Competition 2013, torneio mundial de educação profissional, que ocorre em Leipzig (150 quilômetros da capital Berlim), é uma oportunidade para a indústria brasileira e o setor de serviços atualizarem conhecimentos tecnológicos e incorporarem novos processos produtivos. A opinião é de José Luís Leitão, responsável técnico pela equipe brasileira que participa da compet...

Arquivo Publicado em 03/07/2013, às 17h19

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WorldSkills Competition 2013, torneio mundial de educação profissional, que ocorre em Leipzig (150 quilômetros da capital Berlim), é uma oportunidade para a indústria brasileira e o setor de serviços atualizarem conhecimentos tecnológicos e incorporarem novos processos produtivos. A opinião é de José Luís Leitão, responsável técnico pela equipe brasileira que participa da competição.


Segundo ele, os 41 alunos brasileiros (fotos) que participam da competição “estão preparados” para disputar os primeiros lugares na competição, em especial em áreas onde já provaram ter vocação em edições passadas do torneio, como tecnologia da informação, desenho mecânico e mecânica com controle numérico.


Mas além de medalhas, a comitiva brasileira também “observa com olho clínico” as provas práticas em modalidades que não alcança tanto sucesso. Para Leitão, a participação na competição, que envolve mais de 50 países (incluindo os de maior economia), é uma oportunidade para “criar massa crítica nacional”, rever conteúdos dos cursos de formação profissional, atualizar o parque manufatureiro e inovar o trabalho na indústria e na prestação de serviços. “É importante que a gente venha a esse evento para captar tudo que existe de novo e levarmos de forma consolidada para dentro do Brasil”.


Segundo ele, é o que tende a ocorrer, por exemplo, na área de funilaria para automóveis. Os principais concorrentes do Brasil já dominam a pintura a base d’água (em vez do uso de solvente) e colam peças nos carros sem utilizar soldagem a fogo. “Precisamos melhorar em algum grau de domínio [dessas tecnologias]. Essa é uma das razões para estarmos aqui”, defendeu.


Leitão admite, no entanto, que em algumas áreas há padrões produtivos consolidados internacionalmente, mas que não interessam ao Brasil ou fogem da “vocação nacional”, se referindo no primeiro caso à construção de telhados (feitos para suportar o peso da neve) e, no segundo, à culinária.


Apesar de pratos brasileiros serem apreciados por estrangeiros, os juízes da WorldSkills Competition tendem a preferir cardápios padronizados, cuja a culinária francesa é mais influente. Para ele, o Brasil tende a se sair melhor onde os critérios sejam menos subjetivos. “Qual o sabor padrão desse prato que é feito com mais manteiga e menos ovo? Isso é muito subjetivo e é diferente de uma medida estabelecida para o mundo inteiro”, comparou a outras provas.


A WorldSkills Competition 2013 vai até domingo (7) à noite quando serão divulgados os resultados finais. Durante o torneio, que começou hoje de manhã, não são apresentados resultados parciais. Amanhã (4), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma palestra em evento paralelo à competição.

Jornal Midiamax