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Bill Gates critica esforços para levar conexão a países pobres

O fundador da Microsoft, Bill Gates, voltou a criticar os esforços de empresas gigantes da tecnologia em fornecer internet aos mais pobres. Em uma entrevista à Financial Times Magazine, Gates fez uma crítica velada a empresas como Google e Facebook e seus projetos para conectar pessoas em vez de incentivar esforços mais básicos à sobrevivência, […]

Arquivo Publicado em 03/11/2013, às 16h01

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O fundador da Microsoft, Bill Gates, voltou a criticar os esforços de empresas gigantes da tecnologia em fornecer internet aos mais pobres. Em uma entrevista à Financial Times Magazine, Gates fez uma crítica velada a empresas como Google e Facebook e seus projetos para conectar pessoas em vez de incentivar esforços mais básicos à sobrevivência, como água potável e serviços básicos de saúde.

“Veja esta vacina contra a malária, essa coisa estranha em que eu estou pensando. O que é mais importante? Conectividade ou a vacina da malária? Se você acha que é conectividade, isso é ótimo. Eu não acho”, afirmou. “Eu certamente adoro as coisas de TI. Mas quando nós queremos melhorar a vida, você tem de lidar com as coisas mais básicas, como a sobrevivência da criança, nutrição infantil”, afirmou. A Fundação Bill & Melinda Gates tem trabalhado na tentativa de livrar os países mais pobres da malária.

Em agosto, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, lançou o projeto Internet.org em parceria com outras empresas de tecnologia para levar conectividade a 5 bilhões de pessoas sem acesso atualmente à rede. O Google também anunciou o Projeto Loon, para levar Wi-Fi gratuito através de balões enviados à estratosfera.

À época, Gates já havia criticado a iniciativa do Google. “Quando você está morrendo de malária, eu acho que você vai olhar para cima e ver aquele balão, e eu não tenho certeza de como ele vai ajudá-lo. Quando uma criança tem diarréia, não, não há nenhum site que alivie isso. Certamente eu acredito muito na revolução digital. Conectar centros de cuidados de saúde primários, conectar escolas, essas são coisas boas. Mas não, aquilo que não é, para os países realmente de baixa renda, a menos que você diga que vai realmente fazer algo sobre a malária”, disse.

Jornal Midiamax