A União Nacional de ‘Friteiros’ da Bélgica, a Navefri-Unafri, iniciou uma campanha para conseguir que a Unesco conceda às populares batatas fritas (“frites”) do país a honraria de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

“As cornetas de batata frita são mais do que um produto. Elas estão presentes em toda a Bélgica e são símbolo da nossa cultura fronteiriça entre a influência germânica e a latina”, declarou nesta sexta-feira à Agência Efe o presidente de Navefri-Unafri, Bernard Lefèvre.

Por ocasião da “Semana da Frite” realizado nestes dias em Flandres, o grupo de comerciantes começou uma campanha para a adesão ao projeto.

“Começamos por Flandres aproveitando esse evento culinário e estamos esperando que as autoridades assumam o projeto de candidatura que lhes apresentamos”, explicou Lefèvre.

O respaldo flamenco facilitaria muito a iniciativa, “embora acreditemos que não será um processo longo graças ao êxito que conseguimos nesta primeira convocação”, reconheceu.

Segundo dados da organização, 95% dos belgas consomem “frites” pelo menos uma vez ao ano e dois terços o fazem mensalmente.

“É uma tradição legal e bem organizada presente de norte ao sul do país”, disse o responsável de Návefri-Unafri, fundada em 1984 para defender os interesses dos ‘friteiros’ belgas e tem cerca de cinco mil membros.

A Bélgica já tem vários reconhecimentos da Unesco a seus bens imateriais, como os jogos tradicionais de Flandres, os carnavais de Binche e Alost e a procissão da Santa Sangre de Bruges.