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Barracos de invasores em terreno da prefeitura desabam

Famílias que invadiram terreno da prefeitura de Campo Grande sofrem com a chuva

Arquivo Publicado em 25/01/2013, às 19h11

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Famílias que invadiram terreno da prefeitura de Campo Grande sofrem com a chuva

Parte dos barracos, que abrigam cerca de 300 famílias erguidos em um terreno da prefeitura de Campo Grande, desabou na tarde desta sexta-feira (25). A invasão ocorreu há uma semana em uma área localizada no bairro Jardim das Hortências, na avenida Engenheiro Luthero Lopes. A chuva molhou o interior de quase todos e os moradores perderam vários objetos como colchões e televisão, além de comida.

A desempregada Adila Soares Castelo, 21 anos, conta chorando que a televisão que molhou era emprestada. “Não tenho dinheiro para comprar uma para mim e agora quando tiver vou ter que mandar consertar essa e se não tiver conserto, vou ter que comprar uma para a minha amiga. Nessa semana eu já perdi dois colchões. Nesta noite vou dormir no molhado”.

A dona de casa Diane de Oliveira, 26 anos, disse que foi despejada da sua casa porque o aluguel estava atrasado. “Estou sem dinheiro para comprar comida e molhou tudo o que eu tinha. Essa semana toda eu comi na casa da minha irmã”.

As condições de sobrevivência são precárias. Há lixo espalhado por todo canto do terreno e não existe banheiro e nem tão pouco ligação de água, somente ligações clandestinas de energia elétrica. “A gente só está aqui porque realmente precisa. A maioria não tem dinheiro para comprar comida quanto mais pagar aluguel, por isso muitos já mudaram para cá. Estou aqui pela minha filha, quero dar uma casa para ela”, afirmou um dos lideres da invasão, Egmar Ferreira Arcanjo, 24 anos, desempregado.

Os animais peçonhentos é uma preocupação constante das famílias. Os cômodos foram erguidos com madeira e cobertos com lona que permite a entrada de várias espécies. “Meus poucos objetos estão molhados. Está sendo muito difícil, sou hipertensa, faço tratamento de saúde e estou sofrendo muito. Não consigo dormir direito. Tem de tudo, pernilongo, escorpião, baratas”, relatou a Josefa Lucia Vinarelli, 47 anos.

Em nota, divulgada nesta semana, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que está moralizando o processo de distribuição das casas populares, para que o mesmo se torne mais justo. O comunicado diz ainda que todas as invasões foram notificadas pela Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), por meio da Divisão de Área Verde e Posturas Ambientais, para que as medidas legais sejam tomadas.

Jornal Midiamax