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Bancários prometem atrasar atendimento de seis agências em 1h em Campo Grande

Como forma de protesto contra o PL 4330, o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) prometem atrasar os atendimentos em seis agências de Campo Grande. A manifestação começou na manhã desta quinta-feira (04), em frente ao Banco Itaú, da Rua Barão do Rio Branco, na […]

Arquivo Publicado em 04/07/2013, às 13h31

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Como forma de protesto contra o PL 4330, o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) prometem atrasar os atendimentos em seis agências de Campo Grande. A manifestação começou na manhã desta quinta-feira (04), em frente ao Banco Itaú, da Rua Barão do Rio Branco, na Capital.

“Nós vamos atrasar os atendimentos, ao invés de abrirmos os bancos às 11h, será uma hora depois. Daqui, o grupo se dividirá para uma agência do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Bradesco, do Santander e HSBC. Não vamos divulgar os locais para não criarem empecilhos ao nosso ato”, explicou a presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande, Iaci Azamor.

Ela contou que a mobilização nacional é contra o projeto de lei que regulamenta a terceirização dos empregos e reduz os direitos trabalhistas garantidos na CLT e na Constituição Federal. “Com os movimentos, esperamos que os parlamentares pensem melhor quanto o PL 4330. Esse projeto precariza os trabalhadores, acaba com o relacionamento de trabalho. Como os bancários são uma classe organizada, sua aprovação irá desvalorizar todas as nossas conquistas”, explicou a presidente do sindicato.

Já o presidente da CUT/MS, Genilson Duarte, destaca que uma das desvantagens do projeto é que a terceirização diminui a responsabilidade das empresas. “A pressão contra o PL 4330 também integra a pauta das centrais sindicais, que estão organizando o dia nacional de luta, que será realizado na próxima quinta-feira (11), quando serão debatidos todas as reivindicações pertinentes aos trabalhadores”, destacou Genilson.

Roseli da Cruz Loubet é funcionária do Banco do Brasil há 25 anos e aderiu aos protestos porque diz pensar no futuro. “Se a lei for aprovada não atingirá só os bancários. Mas todos os trabalhadores. É importante sabermos que o PL 4330 extermina as relações e planos de cargos e carreiras dos trabalhadores”, contou a funcionária.

No local dos manifestos, as lideranças explicam aos funcionários dos Bancos as desvantagens do PL 4330. Também estão sendo colhidas assinaturas contra o projeto, que serão repassadas aos parlamentares.

Votação do PL 4330

Após quase 10 anos tramitando no Congresso Nacional, o projeto foi adiado para ser votado no próximo dia 10 de julho, quando voltará à pauta da CCJC (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) da Câmara dos Deputados.

Jornal Midiamax