A bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional propôs 15 emendas ao Orçamento da União de 2014, totalizando R$ 2,35 bilhões. Pelo relatório entregue ontem à noite à Comissão Mista de Orçamento, os parlamentares priorizaram investimentos nas áreas de saúde, transporte, educação e infraestrutura.

Para o coordenador da bancada, senador Waldemir Moka (PMDB), os três senadores e os oito deputados federais acertaram ao destinar oito das 15 emendas à saúde e à educação. Essas áreas receberam quatro indicações de investimento cada, no total de R$ 950 milhões.

Moka, no entanto, esclarece que o valor das emendas é inflado porque os cortes feitos nas subcomissões do Orçamento são profundos. “O valor de cada emenda, em geral, cai em cerca de 70%, pois os sub-relatores trabalham com programação e acabam fazendo cortes lineares”, explica.

Os senadores e deputados sul-mato-grossenses também destinaram emendas para infraestrutura, como obras para contenção de enchentes, saneamento e pavimentação de ruas. Uma das emendas preve a destinação de recursos para recuperação da bacia do Rio Taquari.

Em transporte, as indicações de investimento alcançam manutenção de rodovias federais que cortam o Estado e para as obras da rodovia Sul-Fronteira, entre Ponta Porã e Mundo Novo. Há previsão de verba para construção de trechos rodoviários nas BRs-497 e 483, na divisa de Mato Grosso do Sul e Goiás, e da BR-419 entre Rio Verde e Aquidauana.

Individuais

Cada um dos 11 parlamentares sul-mato-grossenses pode apresentar até 25 emendas, no valor total de R$ 15 milhões. Isso significa a garantia de investimentos de R$ 180 milhões. As emendas individuais, geralmente, são executadas integralmente por envolver volume de recursos menores que as emendas coletivas.

São recursos para obras de pequeno porte, como construção de praças e creches, reforma de escolas e centros de saúde. Também preve a aplicação de dinheiro em obras de infraestrutura, como drenagem e pavimentação de ruas.