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Associação é fechada e projeto que resgata talentos da música corre risco em Campo Grande

Um projeto que pretende resgatar talentos anônimos da música de raiz de Mato Grosso do Sul corre risco de não poder continuar sendo realizado em Campo Grande. Segundo Ilza Feitosa Nogueira, 62 anos, idealizadora do “Sarau Raízes”, a Associação de Moradores do bairro Estrela do Sul, local onde eram realizadas as reuniões, foi interditado pela Secretaria Municipal […]

Arquivo Publicado em 05/12/2013, às 21h23

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Um projeto que pretende resgatar talentos anônimos da música de raiz de Mato Grosso do Sul corre risco de não poder continuar sendo realizado em Campo Grande. Segundo Ilza Feitosa Nogueira, 62 anos, idealizadora do “Sarau Raízes”, a Associação de Moradores do bairro Estrela do Sul, local onde eram realizadas as reuniões, foi interditado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) e agora, as reuniões, não tem mais lugar para acontecer.  “Vou estar na rua com os violeiros”, ameaça Ilza.


Os encontros eram realizados sempre às quintas-feiras, às 19 horas e conforme Ilza, o presidente da Associação de Moradores teria chamado a Semadur no Centro e o local foi lacrado. “Aqui dou aula de sanfona, ele chamou a Semadur, falando para abaixar o som, mas o Sarau só vai até às 22 horas”, afirma.


De acordo com Ilza, o projeto “Sarau Raízes” é inédito na Capital e tem como objetivo resgatar a motivação e autoestima de músicos não tão conhecidos.  “São violeiros que não tinham para onde ir”, relata.


O sarau já conta com a participação de 12 grupos e a maioria é da ‘melhor idade’. “O projeto me tirou de uma depressão profunda. Quero usar a música para as pessoas saiam da ociosidade, resgatar o talento e a vida desses músicos”, pontua.  Além de apresentação de sanfoneiros, também casais que fazem grupo de dança.


Ilza diz que o sarau precisa de doações, pois um dos projetos é gravar uma coletânea com as músicas dos sanfoneiros. O projeto está orçado em R$ 3.5 mil. “Estou em busca de patrocínio para gravar a coletânea deles, já temos cerca de R$ 1 mil”, explica. 


Segundo Ilza, mesmo com a interdição, deve ser realizado um encontro nesta quinta-feira (5). No próximo dia 19, aniversário de um ano do projeto, deve ser marcado por uma festa. A Associação Comunitária do Estrela do Sul está localizada na Rua Dr. Jivago, 830, em frente à praça do bairro.


A Prefeitura de Campo Grande foi procurada pelo Midiamax, mas até o fechamento da reportagem ainda não havia se pronunciado sobre o motivo do fechamento da Associação de Moradores.

Jornal Midiamax