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Assassino que executou delegado com seis tiros era bom atirador, diz perito

Segundo o perito, em uma avaliação técnica, a disposição dos tiros identifica o assassino como bom atirador. Magalhães foi morto com arma calibre 9 milímetros, de uso restrito do Exército

Arquivo Publicado em 26/06/2013, às 12h45

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Segundo o perito, em uma avaliação técnica, a disposição dos tiros identifica o assassino como bom atirador. Magalhães foi morto com arma calibre 9 milímetros, de uso restrito do Exército

O motociclista, que executou na tarde desta terça-feira (25), o delegado aposentado Paulo Magalhães Araújo, 57 anos, pode ser considerado um bom atirador. A afirmação é do perito Amilcar Serra Silva Neto, que está trabalhando no caso. Magalhães foi morto por volta das 17h30 em frente a escola Feliz Idade, na rua Alagoas, bairro Jardim dos Estados em Campo Grande.

Conforme Amilcar, a necropsia identificou 11 trajetos pelo corpo de Magalhães e a expectativa é de que seis tiros tenham sido disparados contra o delegado.

“Foram identificados 11 trajetos na necropsia, o que não quer dizer que são todos tiros, mas que uma bala pode ter feito mais de um caminho, muito provavelmente. Acredito que sejam aproximadamente seis tiros, pelas avarias no veículo, especialmente no vidro do carro”, explicou o perito.

Amilcar informou que todos os tiros foram pelo lado direito do corpo, a maioria no braço, antebraço e tronco e um no pescoço que saiu na cabeça. Durante os trabalhos preliminares foram encontradas cinco cápsulas e um projétil, mas o perito explicou que o exame vai ser complementado.

“Entre hoje e amanhã vai ser feita a reconstituição para estudar a geometria para ver se conseguimos identificar a dinâmica da bala e saber ao certo quantos disparos foram feitos contra ele (Magalhães)”, disse.

Por fim o perito explicou que a forma como estavam os tiros aponta que o assassino do delegado é um bom atirador. “Como os disparos foram bem agrupados, em uma avaliação técnica, ele (autor) pode ser considerado um bom atirador”, finalizou Amilcar.

Segundo testemunhas, o assassino do delegado estava em uma moto escura com um comparsa. Ele efetuou cerca de seis tiros com uma arma calibre 9 milímetros, de uso restrito do Exército.

O delegado Wellington Oliveira atendeu o caso, mas a investigação da execução esta a cargo da DEH (Delegacia Especializada em Homicídios).

Jornal Midiamax