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Após escândalos, Beatriz Dobashi pede demissão

A Secretária de Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul, Beatriz Dobashi, pediu demissão nesta segunda-feira (1°). De acordo com a nota oficial da assessoria de comunicação do Governo do Estado, ela pediu afastamento do cargo para permitir que todos os fatos referentes à Rede de Combate ao Câncer e envolvendo seu nome sejam […]

Arquivo Publicado em 01/07/2013, às 21h35

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A Secretária de Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul, Beatriz Dobashi, pediu demissão nesta segunda-feira (1°). De acordo com a nota oficial da assessoria de comunicação do Governo do Estado, ela pediu afastamento do cargo para permitir que todos os fatos referentes à Rede de Combate ao Câncer e envolvendo seu nome sejam apurados.

Em 2002, Beatriz Dobashi foi demitida da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) por lesão aos cofres públicos e improbidade administrativa. A secretária pagava valores acima de R$ 30 mil por serviços de consultoria para a SES, com contratação sem concurso e publicação feita em Diário Oficial.

Novas gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal, divulgadas hoje, também mostram que a secretária estadual de Saúde, Beatriz Figueiredo Dobashi, atuou nos bastidores e junto ao Ministério da Saúde para beneficiar a “máfia do câncer” em Campo Grande.

A TV Morena divulgou conversas da secretária com o diretor do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian, Ronaldo Queiroz, e o ex-diretor do Hospital do Câncer, Adalberto Siufi. Conforme as novas revelações, a secretária só não conseguiu beneficiar o grupo investigado na Operação Sangue Frio, da Polícia Federal, porque a representante do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Inêz Gadelha, vetou a doação para o Hospital do Câncer.

As novas gravações vão contra as declarações feitas pela secretária Beatriz Dobashi à CPI da Saúde da Assembleia Legislativa e à imprensa, de que não teria vetado a vinda de aceleradores para a radioterapia em Mato Grosso do Sul.

Conforme as gravações, Beatriz Dobashi arma com o diretor-presidente do HR a desistência do HU e da Santa Casa, que encaminharam cartas desistindo dos equipamentos. No entanto, o ministério não aceitou, em hipótese alguma, a doação dos aceleradores para o HC.

Em conversa com o diretor afastado do Hospital do Câncer após as denúncias feitas pela PF, Beatriz pede para Adalberto Siufi procurar ‘um amigo’ no ministério para obter a doação dos equipamentos.

Em determinado trecho da conversa gravada pela Polícia Federal, a secretária chega a torcer para que a chegada dos novos equipamentos demore bastante. Segundo Queiroz, o cronograma do ministério prevê a ativação dos novos aceleradores nucleares apenas em 2015.

As declarações causaram indignação nas mídias sociais e usuários passaram a fazer duras críticas à secretária estadual de Saúde no Facebook.

Jornal Midiamax