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Anatel vai desativar mais de 500 mil orelhões e turbinar comunicação com tecnologia

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deverá reduzir a quantidade de orelhões em todo o país e iniciar um processo de modernização tecnológica no serviço de telecomunicações. Segundo a Agência, cerca de 180 mil aparelhos, dos 917 mil em funcionamento, estão sem uso e já podem ser desligados imediatamente. O próximo passo será desativar outros […]

Arquivo Publicado em 19/02/2013, às 19h54

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A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deverá reduzir a quantidade de orelhões em todo o país e iniciar um processo de modernização tecnológica no serviço de telecomunicações. Segundo a Agência, cerca de 180 mil aparelhos, dos 917 mil em funcionamento, estão sem uso e já podem ser desligados imediatamente. O próximo passo será desativar outros 350 mil orelhões e ‘turbinar’ a comunicação dos que forem mantidos. Em Mato Grosso do Sul existem mais de 12 mil orelhões, mas não há estimativa de quantos serão desativados.

O uso dos orelhões tem diminuído com a introdução de novas tecnologias. Dados mostram que 49% deles, ou 420 mil, não chegam a realizar duas chamadas por dia. A média mensal que era de R$ 110,00 em ligações das operadoras, hoje está entre R$ 10 e R$ 14. Além disso, a tecnologia utilizada é a mesma de 20 anos atrás e apresenta dificuldades que vão desde a forma de cobrança, funcionalidade e acesso.

Outro ponto que tem contribuído para a redução do uso dos orelhões é que a maior parte deles está localizada em cidades de maior porte, onde os moradores contam com pelo menos três operadoras de telefonia celular.

Em contrapartida a redução dos orelhões, as empresas terão obrigações com a melhoria dos aparelhos e oferta dos novos serviços. De acordo com os técnicos da Anatel, o corte não vai atingir escolas, hospitais e localidades menores.

Levantamento feito pela Agência em dezembro de 2012 mostra que existem hoje em Mato Grosso do Sul 12.319 orelhões, sendo 11.999 acessíveis 24h, 514 adaptados para cadeirantes e 28 para deficientes auditivos e de fala. A assessoria informou que até o momento não há previsão de quantos orelhões serão desativados por Estado.

Consulta Pública

Pensando em acompanhar a evolução dos tempos modernos, a Anatel promoverá uma consulta pública até o fim de março, para apresentar um estudo à sociedade sobre evolução tecnológica da telefonia fixa e da possibilidade de mudanças e regras para distribuição e redução de orelhões no país.

Segundo informações da mídia nacional, a desativação é o primeiro passo para que os orelhões que permanecerem sejam turbinados com nova tecnologia e funções.

Inovação

O orelhão ‘turbinado’ deverá conter uma séria de novas tecnologias. Além da tradicional chamada de voz, será disponibilizado videofone, transmissão de mensagens (SMS), acesso à internet e Wi-Fi. O acesso sem fio também poderá ser feito por notebooks, smartphones e tablets, a partir dos novos orelhões. O estudo abrange ainda a instalação de telefones públicos em ônibus.

Inclusão

A inclusão dos PNE (Portadores de Necessidades Especiais) também será levada em conta no processo de modernização. Os telefones para surdos e mudos, por exemplo, devem ganhar aplicativos diferentes dos atuais, com inserção de imagem e comunicação plena, com central de intermediação com vídeo e interprete de sinais (Libras).

Tarifa

Até o fim do primeiro semestre de 2013 a Anatel deverá aprovaras novas regras de cobrança da telefonia pública. As operadoras terão possibilidade de usar cartões de débito, crédito ou mesmo fichas como cobrança de tarifa nas ligações e poderão explorar os espaços internos e externos dos telefones públicos com publicidades. Tudo para reduzir o custo do serviço e impulsionar a utilização dos aparelhos.

Atualmente, a forma de utilizar os orelhões é por meio de cartões. O mais barato, de 20 unidades, custa em média R$ 5 em Campo Grande, mas os postos de vendas estão cada vez mais difíceis de ser encontrados.

Jornal Midiamax