Geral

Amigos, familiares e alunos protestam contra o assassinato de Paulo Magalhães

Grupo se reúne para pedir a punição dos assassinos e já programa nova manifestação para cobrar o fim da impunidade.

Arquivo Publicado em 29/06/2013, às 18h49

None
2066205503.jpg

Grupo se reúne para pedir a punição dos assassinos e já programa nova manifestação para cobrar o fim da impunidade.

Amigos, familiares e alunos começam a manifestação para pedir a punição dos assassinos do delegado aposentado e professor universitário Paulo Magalhães Araújo, 57 anos, que foi morto a tiros no início da noite de terça-feira (25) no Jardim dos Estados.


A concentração para o protesto começa no Parque das Nações Indígenas, nos altos da avenida Afonso Pena, e deve seguir até a Praça do Rádio, onde um grupo se reúne para assembléia popular.


Cerca de 30 pessoas já estão no local. Eles protestam contra a impunidade. Daniel de Brito Rodrigues, 23 anos, enteado do delegado, afirmou que vai ficar em silêncio hoje. Ele disse que não quer falar nada a respeito da brutal execução do pai.


Amigos e acadêmicos estão com faixas, com frases como “A morte de Paulo Magalhães não será em vão, sua voz ecoa na juventude desse Estado” e “A inércia dos poderes constituídos e a impunidade que impera no Estado calou a voz de Paulo Magalhães”.


Também estão distribuindo camisetas com foto do delegado e uma frase “”Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte. Mas o homem corajoso experimenta a morte só uma vez”.


O ato de hoje nem começou, o grupo já confirmou novo protesto na próxima semana em frente ao Fórum de Campo Grande. O objetivo é cobrar justiça, já que o delegado fez denúncias contra vários agentes públicos, incluindo-se policiais, e até encaminhou dossiê ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).


O assassinato


Uma força-tarefa formada por delegados do Garras (Delegacia Especializada na Repressão a Assalto de Banco, Sequestro e Roubos), da 1ª Delegacia de Polícia e da Delegacia de Homicídios.
A perícia realizou a simulação do crime ontem. Os peritos constataram que os indícios são de crime de pistolagem. Magalhães foi alvo de sete tiros, sendo que apenas um não o acertou. Ele tentou se defender, segundo o levantamento preliminar da perícia.


Até o momento, a polícia não tem indícios nem prendeu nenhum dos envolvidos no crime. Dois motociclistas, em uma moto vermelha, atiraram contra o delegado quando ele esperava a filha na escola na rua Alagoas, no Jardim dos Estados.

Jornal Midiamax