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Aliados de Nelsinho barram CPI da Saúde na Câmara; saiba quem votou contra

Sessão foi marcada por protestos da população e chegou a ser encerrada após vaia da plateia.

Arquivo Publicado em 26/03/2013, às 15h52

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Sessão foi marcada por protestos da população e chegou a ser encerrada após vaia da plateia.

A manobra da base aliada do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB) na Câmara Municipal surtiu efeito e a Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde (CPI da Saúde), que seria instaurada para investigar o desvio de verba pública do setor em Campo Grande, foi barrada em sessão na Casa na manhã desta terça-feira (26).

Após sucessivas interrupções e indignação da população, que pedia pela instauração da CPI, o presidente da Câmara, vereador Mário César (PMDB) anunciou o fim da CPI por falta de assinaturas. Foi estabelecida, então, a criação de uma Comissão especial para investigar as denúncias.

O líder do prefeito Alcides Bernal na Câmara, Alex do PT, que não assinou a favor da CPI, indicou os membros que vão compor a comissão especial: Gilmar da Cruz (PRB), Luiza Ribeiro (PPS), Zeca do PT e João Rocha. Eles se juntarão aos vereadores Paulo Siufi (PMDB), Elizeu Dionísio (PSL), Coringa (PSD), Dr. Jamal (PR) e Grazielle Machado (PR), integrantes da comissão da Saúde na Casa.

A vereadora Luiza Ribeiro, que sugeriu a criação da CPI, chegou a conseguir 12 assinaturas durante a sessão de hoje (são necessárias dez para viabilizar a instauração), mas algumas foram retiradas. Entre os que retiraram o nome estão os vereadores Chiquinho Telles (PSD) e Alceu Bueno. Ao final, o documento tinha apenas nove assinaturas favoráveis: Luiza Ribeiro, Zeca (PT), Ayrton do PT, Rose Modesto (PSDB), Cazuza (PP), Chocolate (PP), Eduardo Romero (PTdoB), Gilmar da Cruz (PRB) e Paulo Pedra (PDT).

Não assinaram em favor da criação da CPI os vereadores: Paulo Siufi (PMDB), Carla Stephanini (PMDB), Wanderlei Cabeludo (PMDB), Mário César (PMDB), Edil Albuquerque, João Rocha (PSDB), Elizeu Dionízio (PSL), Alceu Bueno (PSL), Chiquinho Telles (PSD), Coringa (PSD), Delei Pinheiro (PSD), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB), Flávio César (PTdoB), Otávio Trad (PTdoB), Grazielle Machado (PR), Jamal (PR), Herculano Borges (PSC), Alex do PT e Airton Saraiva (DEM).

A vereadora Luiza Ribeiro não ficou satisfeita com a derrubada da CPI, mas mandou um recado direto para o presidente da Comissão de Saúde, Paulo Siufi. Ela disse que vai à comissão com a mesma energia que foi à Câmara para conseguir assinaturas para aprovar a CPI.

A sessão foi marcada por protestos da população e chegou a ser encerrada após vaia da plateia. Os vereadores chegaram a se retirar da sessão, mas convencidos por João Rocha, retornaram. Foi a partir da fala do vereador, que sugeriu a comissão especial, que iniciaram as vaias e, posteriormente, a suspensão da sessão.

Na volta da sessão, João Rocha terminou o raciocínio, explicando que é a favor da CPI, já que o impasse é de todos. Porém, atentou que é preciso ajudar a resolver os problemas, principalmente de quem precisa do tratamento, e não agir por vingança. Ele lembrou que mais de 500 pessoas deixaram de fazer doações ao hospital após o escândalo e avaliou que uma CPI pode prejudicar ainda mais.


A plateia não gostou da decisão, mas não houve novo tumultuo, já que os vereadores pediram para todos os guardas municipais da Casa ficarem ao lado da plateia, pressionando os visitantes.

Jornal Midiamax