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Aliado de Nelsinho assumirá vaga na Câmara se Alceu Bueno for cassado

Processos contra vereadores deixam suplentes atentos e a espera de ocupar uma das 29 vagas na Câmara

Arquivo Publicado em 18/07/2013, às 14h00

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Processos contra vereadores deixam suplentes atentos e a espera de ocupar uma das 29 vagas na Câmara

Os processos que investigam suposta compra de voto na eleição para vereador em Campo Grande têm causado expectativa em muitos suplentes que estão na torcida pela dança das cadeiras. A possibilidade de cassação reascende a esperança dos candidatos que por pouco não foram eleitos.

Atualmente, a Justiça Eleitoral investiga cinco vereadores por suspeita de compra de voto: Mário César (PMDB), Alceu Bueno (PSL), Paulo Pedra (PDT), Thais Helena (PT) e Delei Pinheiro (PSD). O caso de Alceu Bueno tem ganhado destaque nos últimos dias por conta das reviravoltas no processo, o que atiçou a curiosidade dos suplentes.

Na Câmara, os investigados alegam que são inocentes e falam até em armação para derrubá-los. Diante das alegações, o Midiamax fez as contas para saber quem ficará com a vaga caso Alceu Bueno, em evidência atualmente, seja cassado. A saída do vereador elimina os votos dele da contagem, mas não altera muita coisa na composição das cadeiras, substituindo apenas a vaga na coligação. Neste caso, Francisco Luiz do Nascimento (PRTB), que usou o nome de Francisco (Saci) na campanha, assumirá a vaga.

Saci, como é conhecido, teve 2.758 votos e ficou como primeiro suplente da coligação que tem os partidos PRB/ PSL/ PRTB/ PTC/ PRP/ PPL/ PC do B. Ele é ligado ao ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB). Na gestão do peemedebista ele ficou responsável pelo Parque do Sóter, localizado na região Norte de Campo Grande.

O Caso

Quatro testemunhas procuraram o promotor eleitoral Clovis Smaniotto para fazer uma denúncia contra Alceu. Eles acusam o vereador de gastar R$ 100 mil em troca de voto por combustível.

As denúncias fizeram o promotor pedir para as testemunhas serem ouvidas no processo, mas Alceu Bueno recorreu e conseguiu derrubar o pedido. Porém, a juíza Elisabeth Rosa Baish autorizou a inclusão do depoimento por avaliar que os depoimentos são fundamentais para o processo. A nova audiência foi marcada para agosto.

Como funciona a contagem de votos

Para chegar à quantidade de votos suficientes para eleger um vereador, a Justiça Eleitoral divide o número de votos válidos pelo número de cadeiras na Câmara. Com os votos de Alceu Bueno seriam necessários 14.895 votos para garantir um vereador. Já sem os votos dele, este número cairia para 14.753, o que garantiria vagas por quociente a 23 vereadores:

Paulo Siufi, Edil Albuquerque, Dr. Jamal, Grazielle Machado, Carla Stephanini, Mário César, Flávio César, Carlão, Airton Saraiva, Otávio Trad, Paulo Pedra, Zeca do PT, Thais Helena, Cazuza, Luiza Ribeiro, Elizeu Dionízio, Gilmar da Cruz, Delei Pinheiro, Herculano Borges, Chiquinho Telles, Rose Modesto, João Rocha e Edson Shimabukuro. Neste caso, a mudança seria na coligação do PSL, que perde a vaga de Alceu para o PMDB, que dá a Mário a vaga pelo quociente eleitoral.

Eliminadas as vagas baseadas no quociente eleitoral, sobraram seis vagas para serem distribuídas nas chamadas “sobras”. Para chegar ao candidato que garante a vaga, divide-se o número de votos válidos atribuídos a cada coligação pelo número de lugares por eles obtidos, mais um, cabendo ao partido que apresentar a maior média um dos lugares a preencher. Esta conta garantiria a Francisco Saci a 24ª vaga, seguido por Ayrton do PT, Waldeci Chocolate,Vanderlei Cabeludo, Coringa e Eduardo Romero, que seria o último a ficar com uma vaga.

Presidente à espera

O processo de Mário César é o que está mais adiantado. A juíza Elisabeth Rosa Baish, da 36ª Zona Eleitoral, condenou o vereador à perda imediata do mandato, inelegibilidade por oito anos e multa de 50 mil UFIR (R$ 53 mil de multa) por suposta compra de votos por meio de distribuição de combustível nas eleições de 2012. Porém, Mário recorreu e conseguiu permanecer no cargo até que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) faça o julgamento. Caso Mário seja cassado, o PSDB ganhará o terceiro vereador na Casa, assegurando a vaga do atual secretário de Educação, José Chadid.

Jornal Midiamax