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Agências da ONU lançam no Uruguai publicação sobre HIV/aids em locais de detenção

O Ministério do Interior do Uruguai, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) apresentaram no final de maio a publicação “HIV e Aids em ambiente prisional: guia para formuladores de políticas, gestores, agentes penitenciários e prestadores de serviços de saúde em instalações […]

Arquivo Publicado em 03/07/2013, às 20h42

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O Ministério do Interior do Uruguai, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) apresentaram no final de maio a publicação “HIV e Aids em ambiente prisional: guia para formuladores de políticas, gestores, agentes penitenciários e prestadores de serviços de saúde em instalações prisionais”.


A edição em espanhol da publicação é uma atividade realizada como parte do Projeto Conjunto Apoio à Reforma das Instituições para Pessoas Privadas de Liberdade. A apresentação contou com a presença de Gonzalo Kmaid, especialista em coordenação do Escritório do Coordenador Residente do Sistema das Nações Unidas no Uruguai.


Segundo o Representante do Escritório de Ligação e Parceria do UNODC no Brasil, Rafael Franzini, a cada ano 30 milhões de homens e mulheres em todo o mundo passam algum tempo na prisão, onde o HIV e a tuberculose são as principais causas de morte.


“A prevalência de HIV nas prisões pode ser entre duas e 10 vezes maior na comunidade. Por isso, o UNODC e seus parceiros estratégicos no âmbito do sistema ONU desenvolveram este conjunto de ferramentas para proteger as pessoas privadas de liberdade e os funcionários que trabalham em prisões da infecção pelo HIV e outras doenças transmissíveis, assim como garantir acesso a tratamento e outros serviços”, disse Franzini.


No âmbito do UNAIDS, o UNODC é a agência responsável pela prevenção, cuidados, tratamento e apoio a pessoas vivendo com HIV em prisões e outros locais de detenção.


O coordenador do UNAIDS para Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, Alberto Stella, afirmou que para trabalhar a questão de direitos humanos é necessário prestar atenção à população privada de liberdade. “No Uruguai, esse número chega a 9 mil pessoas, que têm um fator de vulnerabilidade social semelhante aos que determinam a infecção pelo HIV. Portanto, podemos esperar que nesta população poderíamos encontrar um número importante de pessoas que vivem com o HIV.”


A questão do HIV em pessoas privadas de liberdade tem uma relevância fundamental e “um trabalho como este nos dá uma série de elementos com base em evidências científicas sobre como trabalhar com essa população na perspectiva dos direitos humanos, para assegurar o acesso universal das pessoas privadas de liberdade à prevenção, tratamento, cuidados e apoio”, completou Stella.


Em sua apresentação, o Ministro do Interior Eduardo Bonomi destacou o progresso nas melhorias das condições das pessoas privadas de liberdade, “onde o tema da saúde é uma preocupação constante na elaboração de programas de reabilitação”.


Bonomi ressaltou que os programas de capacitação e conscientização que estão sendo desenvolvidos para os funcionários irão se beneficiar dessa publicação. “Eu incentivo a distribuição deste material valioso para todos os funcionários, a sua leitura e sua incorporação ao currículo de capacitação da escola de formação.”

Jornal Midiamax